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Exilado há mais de 40 anos, Pahlavi acompanha protestos e promete retorno ao Irã
Publicado 13/01/2026 • 17:15 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 13/01/2026 • 17:15 | Atualizado há 2 horas
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REUTERS/Abdul Saboor/File Photo
Um dos principais apoiadores dos protestos que tomaram as ruas do Irã nas últimas semanas é o príncipe Reza Pahlavi, filho do último xá do país, que se apresenta como uma alternativa ao governo do aiatolá Ali Khamenei.
Pahlavi tem 65 anos e passou mais da metade da vida no exílio. Ele nasceu sete anos depois de seu pai, Mohammed Reza Pahlavi, assumir o trono do Irã em um golpe de Estado apoiado pela Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês). Mohammed mantinha boas relações com os Estados Unidos, que venderam armas ao seu governo e usaram o território iraniano para espionar a União Soviética.
O príncipe estudou em uma escola que levava o mesmo nome que ele e o pai, localizada no Palácio de Niavaran, em Teerã. Aos 17 anos, ele foi para os EUA estudar aviação em uma base aérea no Texas.
Naquele período, porém, o governo de seu pai atravessava uma grave crise. O país era marcado por profunda desigualdade econômica, e a agência de inteligência Savak, criada por Mohammed, era acusada de torturar opositores.
Milhões de manifestantes foram às ruas, em uma onda de protestos que culminou na fuga de Mohammed, em 1979, episódio que ficou conhecido como Revolução Islâmica. Na ocasião, clérigos xiitas reprimiram outros grupos contrários ao xá, tomaram o poder e estabeleceram um regime teocrático – que permanece até os dias atuais, na liderança de Ali Khamenei.
Mohammed lutava contra um câncer em estágio terminal e morreu em 1980, no Egito. Foi então que Pahlavi assumiu simbolicamente o papel de xá, aos 20 anos, ainda no exílio. “Derramo as lágrimas que vocês devem esconder. Contudo, tenho certeza de que há luz além da escuridão. No fundo de seus corações, vocês podem ter a certeza de que este pesadelo, como outros em nossa história, passará”, disse o príncipe à época.
Leia mais:
Irã vive ‘dias finais do regime’ após protestos em massa, diz chanceler alemão
O exílio, no entanto, já dura mais de 40 anos. Pahlavi passou a maior parte desse período em Los Angeles e Washington D.C., nos EUA, enquanto sua mãe, a xabanu Farah Pahlavi, vive em Paris, na França. Ele já perdeu dois irmãos: Leila Pahlavi morreu em 2001, após uma combinação de medicamentos e cocaína, e Ali Reza Pahlavi tirou a própria vida em 2011.
Há anos, o príncipe tenta reunir apoio para assumir um papel de liderança no Irã, mas enfrenta dificuldades. Para driblar a repressão interna — que busca silenciar opositores — e conquistar novos apoiadores, Pahlavi aposta em vídeos nas redes sociais e no apoio de emissoras em língua farsi — o persa, idioma oficial do Irã —, que vêm divulgando seus apelos por protestos. A emissora Iran International, por exemplo, além de divulgar as convocações para manifestações, exibiu QRCodes com informações destinadas a integrantes das forças de segurança iranianas interessados em cooperar com o príncipe.
Pahlavi também enfrenta críticas por sua relação com Israel, especialmente após a guerra entre os dois países, em junho do ano passado. Em 2023, ele chegou a se encontrar com o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu.
Nos protestos que tomaram as ruas do Irã desde o fim de dezembro e levaram o governo a restringir o acesso à internet no país em 8 de janeiro, manifestantes entoaram cânticos de apoio a Pahlavi, incluindo o grito “Pahlavi voltará”. Em entrevista à emissora Fox News, o príncipe afirmou que está preparado para voltar ao Irã “na primeira oportunidade”. Ele diz não desejar ser coroado monarca, mas liderar uma transição para a liberdade e a democracia.
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