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Irã vive ‘dias finais do regime’ após protestos em massa, diz chanceler alemão
Publicado 13/01/2026 • 08:18 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 13/01/2026 • 08:18 | Atualizado há 10 meses
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Steffen Proessdorf / Creative Commons
O primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz.
O Irã atravessa uma das maiores ondas de protestos dos últimos anos. Para o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, o regime iraniano entrou em seus “dias e semanas finais”, ao depender do uso da força para se manter no poder.
As manifestações começaram no fim de dezembro, no tradicional bazar de Teerã, e se espalharam rapidamente por outras cidades. A mobilização ganhou força com o agravamento da crise econômica, marcada pela forte desvalorização da moeda e pela alta persistente dos preços.
Autoridades iranianas afirmam que a situação está sob controle. Organizações de direitos humanos, porém, relatam centenas de mortos nas últimas semanas em ações das forças de segurança contra manifestantes.
Leia também: Trump ameaça países que fizerem negócios com o Irã; Brasil teve US$ 2,8 bi de superávit com Teerã em 2025
Durante visita oficial à Índia, Merz afirmou que um governo que depende exclusivamente da repressão perdeu sua legitimidade. Segundo ele, não há respaldo popular nem validação por meio de eleições reconhecidas pela população.
O líder supremo do país, Ali Khamenei, reagiu com dureza. Em pronunciamento na televisão estatal, classificou os manifestantes como “vândalos” e “mercenários a serviço de potências estrangeiras”, prometendo tolerância zero aos atos de oposição.
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A crise no Irã também gera reflexos fora do país. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifa de 25% a países que mantenham negócios com Teerã e voltou a mencionar a possibilidade de ação militar diante da repressão.
Como membro da OPEC, o país é relevante para o mercado global de petróleo. A escalada da tensão elevou os preços do petróleo nesta terça-feira, diante do risco de interrupções no fornecimento.
Autoridades americanas dizem acompanhar a situação de perto, mas afirmam que o desfecho depende, sobretudo, da resposta da própria população iraniana às ações do regime.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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