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Fed mantém juros nos EUA e abandona sinal de cortes em primeira reunião com Warsh
Publicado 17/06/2026 • 15:17 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 17/06/2026 • 15:17 | Atualizado há 3 meses
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Federal Reserve System Headquarters, Washington, DC
O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) manteve a taxa de juros inalterada nesta quarta-feira (17), na primeira reunião comandada por Kevin Warsh como presidente da instituição.
O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) decidiu, por unanimidade, manter a taxa básica no intervalo entre 3,5% e 3,75%. O patamar está em vigor desde o fim de 2025, quando o Fed reduziu os juros em 0,75 ponto percentual.
A decisão já era amplamente esperada pelo mercado. A mudança mais relevante veio no tom do comunicado: o Fed retirou trechos que indicavam inclinação a cortes futuros e publicou uma nota bem mais curta do que a anterior.
O comunicado desta reunião teve 130 palavras, ante 341 no texto divulgado após o encontro de 29 de abril.
No comunicado, o Fed afirmou que a atividade econômica segue em expansão sólida, apesar do ambiente de incerteza elevado, em parte ligado ao conflito no Oriente Médio.
“A atividade econômica está se expandindo em ritmo sólido apesar da incerteza elevada que se deve, em parte, ao conflito no Oriente Médio. O crescimento da produtividade e o investimento de capital estão fortes”, disse o comunicado.
O banco central também afirmou que a criação de empregos acompanha o crescimento da força de trabalho e que a taxa de desemprego mudou pouco.
Sobre inflação, o Fed manteve o diagnóstico de pressão acima da meta de 2%.
“A inflação permanece elevada em relação à meta de 2% do Comitê, refletindo em parte choques de oferta que impulsionaram aumentos de preços em alguns setores, incluindo energia. O Comitê entregará estabilidade de preços”, afirmou o Fomc.
As novas projeções dos dirigentes também reforçaram a mudança de tom. No chamado “dot plot”, gráfico que reúne as estimativas individuais dos membros do Fed, a autoridade monetária retirou a expectativa anterior de corte de juros neste ano.
A mediana das projeções passou a indicar uma taxa de 3,8% no fim do ano, ligeiramente acima do intervalo atual. Isso sugere que uma alta de juros ainda é possível, embora não seja dada como certa.
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Siga o Times | CNBCAs reduções de juros foram empurradas para 2027 e 2028, em meio à avaliação dos efeitos de uma alta recente da inflação associada à guerra envolvendo o Irã.
Um detalhe chamou atenção do mercado: apenas 18 dos 19 participantes da reunião apresentaram projeções econômicas e de juros. Como o “dot plot” é anônimo, não foi possível confirmar quem ficou de fora. Observadores do Fed, porém, já esperavam que Warsh não participasse dessa rodada de estimativas.
Warsh é crítico desse tipo de projeção e de outros instrumentos de orientação futura usados pelo Fed, incluindo estimativas para inflação, desemprego e Produto Interno Bruto (PIB).
O Fed também revisou suas expectativas para a economia. A projeção de inflação cheia em 2026 subiu para 3,6%, enquanto a estimativa para o núcleo, que exclui alimentos e energia, passou a 3,3%. Em março, ambas estavam em 2,7%.
A estimativa de crescimento do PIB foi reduzida para 2,2%, ante 2,4% na projeção anterior. Já a previsão para a taxa de desemprego caiu levemente, para 4,3%.
A alta recente da inflação complica a atuação do Fed. Em geral, bancos centrais tendem a olhar além de choques temporários de oferta, como aumentos de energia causados por conflitos. Ainda assim, indicadores recentes mostraram inflação em máximas de vários anos.
O índice de preços ao consumidor de maio apontou inflação anual de 4,2%. O núcleo, que exclui alimentos e energia, ficou em 2,9%. A inflação permanece acima da meta de 2% do Fed há cinco anos.
Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho segue resistente. A economia americana criou 172 mil vagas fora do setor agrícola em maio, acima do esperado, enquanto a taxa de desemprego ficou em 4,3%, estável em relação ao ano anterior.
O comunicado também indicou que o Fed manterá uma política de reservas amplas no sistema bancário. A sinalização sugere que não há planos imediatos para reduzir os ativos do banco central, que somam US$ 6,7 trilhões.
Warsh já defendeu uma redução da carteira de títulos do Fed, mas a decisão desta quarta-feira não trouxe mudança nessa frente.
A leitura do mercado está alinhada ao novo tom do Fomc. Segundo o FedWatch, do CME Group, investidores não esperam cortes de juros em 2026 e precificam uma alta de 0,25 ponto percentual até o fim do ano.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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