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Arábia Saudita cria aliança com Turquia e Paquistão em meio a tensões no Golfo

Publicado 07/08/2026 • 19:25 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Arábia Saudita, Paquistão e Turquia firmam pacto de defesa que prevê resposta conjunta a ataques externos.
  • Riad afirma que acordo busca integrar capacidades militares e não envolve corrida nuclear ou ameaça regional.
  • Irã critica a aliança e defende que a segurança do Golfo seja conduzida pelos próprios países da região.

AFP

Arábia Saudita, Paquistão e Turquia assinaram o Tratado de Defesa Comum de Meca, acordo que estabelece que qualquer ataque armado externo contra um dos três países será considerado uma agressão contra todos os integrantes da aliança.

O tratado prevê maior cooperação e integração das capacidades de defesa dos países envolvidos. O acordo conta com a participação do Paquistão, que possui armamento nuclear, mas autoridades sauditas afirmam que a iniciativa não está relacionada a ambições nucleares nem representa uma corrida armamentista.

O vice-ministro saudita de Diplomacia Pública, Rayed Krimly, declarou que o tratado tem como objetivo ampliar o desenvolvimento e a integração das capacidades de defesa dos três países. Segundo ele, a aliança não prejudica os laços da Arábia Saudita com outros parceiros do Golfo e também não altera suas relações com países árabes ou internacionais.

Krimly afirmou ainda que o pacto não representa uma ameaça à segurança de nenhum país da região e não significa uma escalada das tensões entre Estados.

Irã critica acordo e questiona impacto na segurança saudita

O acordo recebeu críticas de autoridades iranianas. Ebrahim Rezaei, integrante do Parlamento do Irã, afirmou que uma aliança com Turquia e Paquistão não seria suficiente para garantir a segurança da Arábia Saudita.

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Rezaei comparou o tratado ao histórico apoio militar dos Estados Unidos ao reino saudita, afirmando que o fornecimento de equipamentos e o suporte americano também não teriam garantido a proteção do país. O parlamentar defendeu que a Arábia Saudita revise suas políticas para evitar a dependência de outros países em questões de segurança.

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No campo diplomático, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para Assuntos Jurídicos e Internacionais, Kazem Gharibabadi, afirmou que a segurança do Golfo Pérsico deve ser uma responsabilidade dos próprios países da região.

Segundo Gharibabadi, o Irã já sofreu ataques originados de territórios de países vizinhos, incluindo ações diretas. Ele afirmou que Teerã busca solucionar questões de segurança regional sem a participação de forças estrangeiras.

O representante iraniano também declarou que existem condições para a retomada das negociações de segurança entre os países do Golfo Pérsico. De acordo com ele, informações obtidas pelo governo iraniano indicam que essas nações perceberam que a expansão do conflito e a continuidade das ações militares na região representariam riscos elevados para a própria segurança regional.

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