Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Fed segura cortes de juros e mercado adia apostas para 2026
Publicado 24/02/2026 • 11:15 | Atualizado há 5 meses
SpaceX encerra sequência de 7 dias de prejuízos e define data de divulgação de resultados
Google expande a linha Gemini com modelos mais baratos e um novo concorrente para o Mythos
OpenAI e Anthropic intensificam o lobby enquanto gastos com tecnologia tradicional e defesa diminuem
Fabricante do Ozempic processa Eli Lilly, do Mounjaro, por propaganda enganosa sobre a molécula GLP-1; entenda
EUA atacam o Irã e Houthis ameaçam bloqueio marítimo à Arábia Saudita enquanto mediadores tentam trégua de 10 dias
Publicado 24/02/2026 • 11:15 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Brendan McDermid/Reuters
Austan Goolsbee, presidente e CEO do Banco da Reserva Federal de Chicago
O Federal Reserve voltou a sinalizar que não tem pressa para cortar os juros, reforçando um cenário de política monetária mais restritiva por mais tempo nos Estados Unidos.
O presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, afirmou que qualquer movimento de redução nas taxas depende de evidências mais claras de queda da inflação, que ainda permanece acima da meta de 2%.
“Antecipar muitos cortes nas taxas não é prudente nessas circunstâncias”, disse o dirigente, em discurso em Washington. “Antes de estimular a economia, precisamos garantir que a inflação está voltando a 2%.”
A fala reforça a leitura de que o banco central americano quer evitar repetir o erro de classificar a inflação como temporária, avaliação feita no início do ciclo inflacionário pós-pandemia.
Apesar de ter recuado em relação aos picos recentes, a inflação ainda está longe do nível considerado ideal pelo Fed.
O índice de preços de consumo pessoal, principal indicador da autoridade monetária, aponta que a inflação subjacente está em 3%, com pressão persistente principalmente no setor de serviços e no custo de moradia.
Para Goolsbee, esse patamar ainda não é confortável. “Ficar em 3% não é suficiente. Não foi isso que prometemos”, afirmou.
O dirigente destacou ainda que parte das pressões inflacionárias não está ligada a tarifas, o que exige atenção redobrada da política monetária.
Na prática, isso significa juros altos por mais tempo, um cenário que impacta diretamente o custo do crédito global e o fluxo de capital entre países.
Leia também: Comsefaz aponta desaceleração real nas receitas dos Estados e alerta para aumento de risco fiscal
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCO discurso mais cauteloso do Fed vem sendo acompanhado por uma mudança nas expectativas do mercado.
Hoje, investidores já consideram que o banco central americano deve manter os juros inalterados pelo menos até meados do ano, com probabilidade dividida para um corte em junho e maior chance apenas a partir de julho.
O Fed já realizou três reduções de 0,25 ponto percentual no segundo semestre de 2025, mas o ciclo agora parece ter entrado em pausa.
Até mesmo membros tradicionalmente mais favoráveis a juros menores têm adotado tom mais moderado. O diretor Christopher Waller afirmou que o mercado de trabalho mais resiliente reduz a urgência de novos cortes, embora ainda haja incertezas sobre a força da economia.
Leia também: Comsefaz aponta desaceleração real nas receitas dos Estados e alerta para aumento de risco fiscal
Para economias como o Brasil, a mensagem do Fed é direta: o ambiente global segue restritivo.
Juros elevados nos Estados Unidos tendem a fortalecer o dólar, atraindo capital para ativos americanos e reduzindo o apetite por mercados emergentes.
Isso pressiona moedas como o real, encarece o crédito externo e pode limitar o espaço para cortes mais agressivos na taxa Selic.
Além disso, um cenário de juros altos por mais tempo reduz a liquidez global, o que impacta diretamente setores dependentes de financiamento, como infraestrutura, tecnologia e consumo.
No radar do mercado, a expectativa agora é menos sobre quando o Fed vai cortar juros e mais sobre quanto tempo a inflação continuará resistente e até que ponto o banco central americano está disposto a manter a política apertada para controlá-la.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Petição por Argentina fora da Copa do Mundo ultrapassa 23 milhões de assinaturas
2
Mega-Sena 3034: saiba como apostar nos R$ 42 milhões desta terça (21)
3
Tarifaço: Trump publica lista com empresas e associações que apoiaram o tarifaço ao Brasil; veja
4
Infinity Vision: conheça a tecnologia de cinema por trás do próximo “Vingadores” que pode rivalizar com o IMAX usado em “A Odisseia”
5
Quina 7070: veja o horário do jogo de hoje (20) e como apostar nos R$ 10,5 milhões