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Trump Media vende vantagem informacional com plano de assinatura do Truth Social e levanta alerta entre investidores
Publicado 21/07/2026 • 18:30 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 21/07/2026 • 18:30 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
A criação de um serviço pago pela Trump Media para disponibilizar, em tempo real, publicações da plataforma Truth Social a investidores institucionais levanta importantes debates éticos e concorrenciais.
Ligia Maura Costa, professora da FGV e da ESPM, destacou que a velocidade de acesso às declarações do presidente dos Estados Unidos pode influenciar diretamente os rumos da economia. Segundo ela, a expressão “tempo é dinheiro” nunca foi tão evidente quanto nesse modelo de negócio.
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Uma única publicação de um presidente em exercício pode alterar tarifas, juros, relações comerciais e cenários geopolíticos, provocando fortes oscilações nos mercados. “O que passa a ser privado é a velocidade de acesso a essa informação pública”, afirmou ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Costa apontou ainda a existência de um possível conflito de interesses entre a posição política do presidente e a plataforma comercial. Ela explicou que Donald Trump ocupa a Presidência dos Estados Unidos e, simultaneamente, é o principal acionista da Trump Media.
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Siga o Times | CNBCDessa forma, manifestações feitas no exercício do cargo podem elevar o valor comercial de uma empresa da qual ele é proprietário. “É preciso evitar até mesmo a aparência de conflitos de interesses para preservar a integridade e a confiança, que são pilares do funcionamento do mercado”
Ao comentar o cenário do comércio internacional e as disputas diplomáticas envolvendo os Estados Unidos, a professora relembrou o enfraquecimento do sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).
“A Organização Mundial do Comércio perdeu seus dentes quando os Estados Unidos passaram a vetar a indicação de integrantes do seu órgão de apelação. Isso começou no primeiro mandato de Trump, continuou com Biden e permanece agora, deixando a entidade sem capacidade de punir violações às suas regras”, afirmou.
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Por fim, Costa avaliou os limites enfrentados por países que buscam contestar tarifas impostas pelos Estados Unidos por meio de mecanismos multilaterais. Segundo ela, o Brasil pode recorrer à OMC, mas encontrará dificuldades para obter resultados concretos.
Para a professora, o poder da organização ficou bastante reduzido, e as negociações diplomáticas diretas passaram a ser o principal caminho para tentar contornar essas tarifas.
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