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Fiesp vê acordo Mercosul–UE como marco e cobra competitividade do Brasil
Publicado 17/01/2026 • 17:03 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 17/01/2026 • 17:03 | Atualizado há 9 meses
Luis Robayo/AFP
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) afirmou que o acordo comercial assinado neste sábado (17) entre Mercosul e União Europeia representa um marco histórico para a integração externa do Brasil e uma mudança estrutural no posicionamento do país no comércio global.
Segundo a entidade, o tratado vai além da liberalização de bens ao facilitar o comércio de serviços e ampliar a segurança jurídica para investimentos bilaterais – cujo estoque originário da UE no Brasil alcançou US$ 290 bilhões em 2024, consolidando o bloco europeu como o maior investidor estrangeiro no país.
A UE é hoje o segundo maior parceiro comercial do Brasil, com trocas que somaram US$ 100 bilhões em 2025. Para a Fiesp, o acordo inaugura uma nova fase de pragmatismo comercial, mas exige mudanças estruturais para que os ganhos se materializem.
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“O processo de 25 anos com a União Europeia não pode ser a regra. O acordo precisa servir de aprendizado para que o Brasil acompanhe a velocidade das transformações globais e coloque o setor produtivo no centro da política externa”, afirmou Paulo Skaf, presidente da Fiesp.
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Siga o Times | CNBCA federação destaca que os cronogramas de redução tarifária criam oportunidades concretas para a indústria brasileira. Setores como café (US$ 7,3 bilhões) e ferro e aço (US$ 1,7 bilhão) terão tarifas zeradas em até sete anos, enquanto calçados e têxteis devem ser desgravados em até dez anos.
Apesar do potencial de acesso a 450 milhões de consumidores europeus, a Fiesp alerta que o acordo não está livre de riscos. Sem enfrentar o Custo Brasil e sem uma postura ativa contra barreiras não tarifárias, o país pode perder competitividade justamente no momento em que o mercado europeu se abre.
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A entidade afirmou que atuará pela rápida ratificação do tratado no Congresso, mas reforça que o sucesso do acordo depende de reformas internas para transformar vantagens teóricas em resultados econômicos concretos.
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