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Galeria do Louvre alvo de roubo reabre ao público, mas sem nada de valioso

Publicado 22/07/2026 • 10:50 | Atualizado há 27 minutos

KEY POINTS

  • A Galeria de Apolo, alvo de um assalto no Museu do Louvre em outubro do ano passado, reabriu ao público nesta quarta-feira (22).
  • Apesar de continuar sendo uma atração para turistas, suas valiosas peças foram retiradas.
  • Uma das salas mais ricamente decoradas do museu mais visitado do mundo, a Galeria de Apolo era conhecida por abrigar as joias da Coroa Francesa.

Unsplash

Museu do Louvre

A Galeria de Apolo, sala de teto côncavo alvo de um assalto no Museu do Louvre em 19 de outubro do ano passado, reabriu ao público nesta quarta-feira (22), tornando-se uma curiosa atração para turistas, embora suas valiosas peças tenham sido retiradas.

Uma das salas mais ricamente decoradas do museu mais visitado do mundo, a Galeria de Apolo era conhecida por abrigar as joias da Coroa Francesa.

As coleções e objetos preciosos que eram exibidos no espaço foram retirados. O espaço também volta a oferecer um percurso contínuo de contemplação dentro do museu, ligando a Rotunda de Apolo ao Salão Quadrado e dando acesso à Grande Galeria.

Após o roubo de oito peças avaliadas em cerca de US$ 100 milhões durante um assalto à luz do dia no ano passado, porém, o espaço ganhou notoriedade internacional como palco de um dos furtos mais chocantes dos últimos tempos.

Leia também: Golpe no Louvre: fraude na bilheteria causa prejuízo superior a R$ 61,8 milhões

Embora os quatro suspeitos de participação no roubo já tenham sido presos, as peças furtadas ainda não foram recuperadas, apesar das extensas buscas realizadas por investigadores franceses na região de Paris e da cooperação com polícias da Bélgica, Itália e outros países.

As joias remanescentes foram retiradas da Galeria de Apolo e, futuramente, serão exibidas em uma sala de alta segurança, sem janelas.

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As vulnerabilidades de segurança da galeria, relacionadas justamente à existência da varanda e à localização voltada para a rua, já haviam sido apontadas em uma auditoria encomendada pelo museu em 2019, mas as recomendações nunca foram implementadas.

Mudanças após o roubo

O assalto chocou o mundo e expôs a França a um grande constrangimento, revelando uma série de falhas de segurança, incluindo o sistema de câmeras de vigilância considerado ultrapassado. O acontecimento também provocou uma crise interna no museu, resultando em protestos de funcionários e na renúncia da primeira mulher a presidir o Louvre, Laurence des Cars. Ela foi substituída, em fevereiro, pelo historiador de arte Christophe Leribault, que anteriormente dirigia o Palácio de Versalhes, nos arredores de Paris.

Os quatro homens suspeitos de participar do roubo foram presos nas semanas seguintes. Alguns admitiram envolvimento no crime, mas afirmam que agiram sob ordens de um suposto mentor e negam que soubessem que o alvo da invasão era o Museu do Louvre.

Leia também: Museu do Louvre instala grades em sacada após roubo de joias de US$ 102 milhões

O Louvre, onde está exposta a Mona Lisa, recebeu cerca de nove milhões de visitantes no ano passado, número muito acima da capacidade prevista para o museu, o que tem provocado frequentes problemas de superlotação.

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