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Chefe do IRS, Frank Bisignano nega acusações de espionagem na JPMorgan

Publicado 21/07/2026 • 21:00 | Atualizado há 56 minutos

O CEO do Internal Revenue Service (IRS), Frank Bisignano

O CEO do Internal Revenue Service (IRS), Frank Bisignano, negou as acusações de que espionou colegas executivos durante sua passagem pelo JPMorgan Chase, há mais de uma década. “Nada disso é verdade”, disse Bisignano à CNBC nesta terça-feira (21).

Segundo reportagem publicada na segunda-feira pelo The Wall Street Journal, Bisignano monitorou colegas enquanto ocupava o cargo de copresidente de operações (co-chief operating officer) do JPMorgan. De acordo com o jornal, ele buscava informações para “manter um controle rígido sobre os funcionários” e “minar seus rivais”. Um dos alvos da suposta vigilância teria sido Charlie Scharf, atual CEO da Wells Fargo.

“Charlie me ligou ontem à noite. Demos boas risadas sobre isso”, afirmou Bisignano.

A Wells Fargo não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre as declarações de Bisignano.

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O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, elogiou Bisignano em uma declaração enviada à CNBC após a entrevista.

“Com décadas de experiência liderando algumas das empresas mais bem-sucedidas dos Estados Unidos, Frank Bisignano trouxe ao IRS liderança executiva comprovada, excelência operacional e uma mentalidade orientada para resultados”, afirmou Bessent.

“Ele fez um trabalho extraordinário ao oferecer melhores serviços aos contribuintes, eliminar desperdícios, modernizar as operações e garantir que a agência trabalhe em benefício do povo americano”, acrescentou.

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O CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, divulgou uma declaração em 2013 elogiando Bisignano após sua saída do banco. Um porta-voz informou à CNBC, nesta terça-feira, que a instituição “aplaude seu serviço ao país tanto na Administração da Seguridade Social quanto no IRS”, sem comentar as acusações de espionagem.

Bisignano deixou o JPMorgan em 2013 para comandar a processadora de pagamentos First Data. Posteriormente, a empresa se fundiu com a Fiserv.

Ele deixou a Fiserv em 2025 para assumir responsabilidades crescentes no governo Trump. Em maio de 2025, foi confirmado pelo Senado como comissário da Administração da Seguridade Social. Em outubro, Bessent o nomeou para o cargo recém-criado de CEO do IRS.

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Na semana passada, Bessent encarregou Bisignano de supervisionar a implementação da conta de poupança Trump Account, criada pela legislação tributária e de políticas públicas aprovada pelos republicanos no ano passado, informou a CNBC. Ele continua exercendo simultaneamente suas funções de liderança no IRS e na Administração da Seguridade Social.

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Como chefe do IRS, Bisignano assinou um acordo com o presidente Donald Trump concedendo-lhe imunidade em relação a algumas auditorias fiscais. Na semana passada, um juiz federal criticou esse acordo.

Bisignano também é citado em uma ação coletiva movida por acionistas no Distrito Sul de Nova York. A ação alega que a Fiserv enganou investidores sobre seus números de crescimento e que Bisignano se beneficiou de um preço artificialmente inflado das ações.

Um advogado de Bisignano não respondeu imediatamente ao questionamento da CNBC sobre a ação judicial, mas disse ao The Wall Street Journal que não comentaria litígios em andamento e afirmou que grande parte da queda no preço das ações ocorreu sob a gestão de Mike Lyons, que assumiu como CEO após a saída de Bisignano.

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As ações da Fiserv sofreram forte queda após a saída de Bisignano para integrar o governo Trump. Ele vendeu ações da empresa para cumprir suas obrigações éticas perante o governo federal. Pelo menos US$ 77 milhões (R$ 391,16 milhões) dessas vendas ocorreram em julho de 2025, depois que ele já havia deixado a companhia, mas durante um período de restrição para negociações envolvendo executivos em exercício, informou o Journal.

Após essas vendas, Lyons informou aos investidores, em julho de 2025, que a Fiserv precisaria revisar suas projeções. Em outubro, afirmou que seria “objetivamente difícil atingir” as metas estabelecidas para os acionistas durante a gestão de Bisignano e que a empresa passaria por uma “reestruturação crítica e necessária”.

As ações da Fiserv acumulam queda de 78% em relação ao pico registrado em março de 2025, durante a gestão de Bisignano, até a manhã desta terça-feira, segundo dados da FactSet. Lyons deixou a empresa posteriormente.

Questionado pela CNBC sobre a queda das ações da Fiserv, Bisignano respondeu que não faz mais parte da companhia. “Sei que eles passaram por uma mudança de liderança. Isso nunca é… tão bom.”

A Fiserv não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

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