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Governo da Coreia do Sul discriminou a Coupang e outras empresas americanas, conclui relatório da Câmara dos EUA
Publicado 01/07/2026 • 14:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 01/07/2026 • 14:30 | Atualizado há 1 hora
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Bandeira da Coreia do Sul
O governo da Coreia do Sul utilizou seu poder regulatório para discriminar empresas americanas e promoveu uma campanha sem precedentes contra a varejista on-line Coupang, segundo um relatório divulgado nesta quarta-feira pelo Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.
O documento é resultado de uma investigação iniciada pelo comitê em fevereiro e analisa o tratamento dado à Coupang — sediada nos Estados Unidos, mas frequentemente chamada de “Amazon da Ásia” — e a outras empresas americanas ao longo de várias décadas.
“A conduta da Coreia do Sul faz parte de uma tentativa mais ampla de governos estrangeiros de instrumentalizar suas leis e regulações para prejudicar empresas americanas e limitar sua capacidade de competir na economia global”, afirmou o comitê, presidido pelo deputado Jim Jordan.
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A embaixada sul-coreana não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário feitos na quarta-feira.
Segundo o relatório, a pressão exercida pelo governo sul-coreano sobre a Coupang se intensificou em 2025, após um vazamento de dados provocado por um ex-funcionário descontente.
A empresa pediu desculpas pelo incidente, e seu então CEO, Park Dae-jun, renunciou ao cargo em decorrência do episódio.
No entanto, de acordo com o depoimento prestado ao comitê por Harold Rogers, que assumiu a liderança da companhia após a saída de Park, a empresa informou às autoridades sul-coreanas ainda naquele mês que o alcance do vazamento havia sido menor do que o inicialmente estimado e que o incidente tinha caráter limitado.
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Apesar disso, o comitê concluiu que o governo sul-coreano lançou uma ofensiva contra a empresa que incluiu dezenas de investigações, milhares de solicitações de documentos, multas consideradas excessivas e ameaças de acusações criminais contra Rogers, cidadão americano.
Segundo o relatório, o Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul obrigou a Coupang a enviar mergulhadores em uma missão sigilosa para recuperar um laptop utilizado pelo ex-funcionário e descartado em um rio em Xangai. O órgão também teria omitido seu envolvimento na operação perante a opinião pública.
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Siga o Times | CNBC“Lamentamos as circunstâncias que levaram à investigação do Comitê Judiciário da Câmara e continuamos comprometidos em encontrar uma solução construtiva para que a Coupang possa voltar a servir como uma ponte para fortalecer a aliança entre Estados Unidos e Coreia do Sul, ampliando o comércio e os investimentos que beneficiam ambos os países”, afirmou a empresa em comunicado.
De acordo com o comitê, a campanha regulatória resultou em uma queda superior a 40% no valor de mercado da Coupang e pode ter impactos negativos para seus investidores.
“O regulador sul-coreano tem consistentemente direcionado ações contra a Coupang, submetendo a empresa a um tratamento hostil, práticas de fiscalização injustas e penalidades desproporcionalmente maiores do que aquelas aplicadas a concorrentes sul-coreanos”, afirma o relatório.
Estados Unidos e Coreia do Sul mantêm um acordo de livre comércio desde 2012. O país asiático é considerado um parceiro estratégico fundamental para os americanos na região, segundo Demetrios Marantis.
Ainda assim, a relação entre os dois países passou por momentos de tensão, e outras empresas digitais americanas, como Google e Netflix, também enfrentaram dificuldades regulatórias na Coreia do Sul, afirmou Marantis.
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“A Coreia tem um longo histórico de discriminação contra empresas estrangeiras e de adotar posturas protecionistas e mais voltadas para dentro. Mas a situação da Coupang é algo que nunca vi com essa intensidade. Trata-se de um ataque coordenado de todo o governo contra uma única empresa”, disse.
O acordo comercial entre Estados Unidos e Coreia do Sul foi renegociado em 2025 como parte da ampla política tarifária implementada pelo presidente Donald Trump. Em troca de tarifas menores, Seul concordou em ampliar investimentos na indústria naval e na segurança nacional americana, além de flexibilizar regulações para empresas dos EUA.
No relatório, o Comitê Judiciário sustenta que as ações adotadas contra a Coupang violam esse acordo.
“O tratamento discriminatório dispensado pela Coreia do Sul a empresas controladas por americanos viola diretamente o recente acordo comercial firmado com os Estados Unidos”, conclui o documento.
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