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Guerra no Oriente Médio pode levar petróleo a US$ 150 e provocar choque econômico maior que o de 2008, alerta WEF
Publicado 10/03/2026 • 18:26 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 10/03/2026 • 18:26 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
A guerra no Oriente Médio entre Irã, Israel e Estados Unidos pode desencadear um choque econômico global mais intenso do que o registrado na crise financeira de 2008, segundo alerta do Fórum Econômico Mundial (WEF). A entidade avalia que, se o conflito se agravar ou afetar rotas estratégicas de energia, o preço do petróleo pode chegar a US$ 150 por barril (R$ 781,50), pressionando a inflação e o crescimento econômico no mundo.
De acordo com relatório do WEF, o maior risco está em interrupções no Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado globalmente. Nesse cenário, o impacto na oferta de energia poderia ser até 17 vezes maior do que o registrado após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.
O Fórum Econômico Mundial também recorda que episódios anteriores de forte escalada nos preços do petróleo tiveram efeitos relevantes na economia global. Em 2008, o barril chegou a US$ 145 (R$ 755,45), enquanto em 2022 atingiu US$ 120 (R$ 625,20), contribuindo para aceleração da inflação e desaceleração do crescimento econômico.
Para Neil Atkinson, ex-chefe da divisão de petróleo da Agência Internacional de Energia (AIE), o atual cenário cria um nível de incerteza raramente visto nos mercados de energia.
Leia também: Petróleo fecha em tombo de 11% com relato de liberação do Estreito de Ormuz e maior oferta da commodity
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Siga o Times | CNBC“Desculpe, estamos entrando no reino das suposições fundamentadas. Não há precedente para isso. O céu é o limite”, afirmou Atkinson em entrevista à CNBC, ao comentar até onde os preços do petróleo podem chegar.
Segundo o especialista, um eventual fechamento do Estreito de Ormuz representaria uma situação inédita para o sistema energético global. Se o conflito persistir, “estamos diante de uma crise energética potencialmente sem precedentes”, disse ao programa Squawk Box Europe.
Atkinson também descreveu o risco de um efeito dominó no abastecimento global de petróleo. Caso o estreito seja bloqueado, os estoques internacionais seriam consumidos gradualmente, pressionando o equilíbrio entre oferta e demanda.
“Se essa paralisação persistir, com a produção efetivamente interrompida no Iraque, possivelmente no Kuwait e talvez até na Arábia Saudita com o tempo, vamos enfrentar uma crise como nunca vimos antes”, alertou o especialista.
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