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Trump admite que sua política de deportações foi “dura demais”

Publicado 08/11/2026 • 20:15 | Atualizado há 36 minutos

KEY POINTS

  • Trump reconheceu que sua política de deportação em massa foi dura demais após a derrota republicana nas eleições legislativas dos EUA.
  • Em janeiro, Renee Good morreu após ser baleada por agente do ICE em Minneapolis, episódio que desencadeou protestos e questionamentos.
  • Alex Pretti, enfermeiro de 37 anos, também foi morto em Minneapolis, mas por agentes da Patrulha de Fronteira, ligada à CBP americana.

Foto: ICE EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu neste domingo (8) que a política de deportação em massa de imigrantes de seu governo foi “dura demais”. A declaração, dada em entrevista à emissora CBS e divulgada poucos dias após a derrota do Partido Republicano nas eleições legislativas de meio de mandato, representa uma mudança de tom em relação à defesa pública das operações de fiscalização migratória.

Questionado sobre o rigor das medidas contra imigrantes, Trump respondeu: “Acho que foi dura demais”. A fala ocorre depois de meses de críticas às ações de agentes federais, incluindo operações que terminaram com mortes de cidadãos americanos e abriram uma disputa sobre os limites do uso da força pelas autoridades.

Morte de Renee Good provocou protestos

Um dos casos de maior repercussão ocorreu em 7 de janeiro, em Minneapolis, no estado de Minnesota. Renee Nicole Good, de 37 anos, cidadã americana, foi morta a tiros por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) durante uma operação. Ela estava dentro de um veículo e, segundo autoridades locais, não era alvo de uma ordem de prisão migratória.

Leia também: O que aconteceu nos segundos que antecederam a morte de Renee Good

O governo federal sustentou que o agente reagiu em legítima defesa porque a motorista teria tentado atingi-lo com o carro. Autoridades municipais e análises de gravações contestaram aspectos dessa versão. A morte provocou manifestações e intensificou as cobranças por investigações independentes sobre a conduta dos agentes.

Alex Pretti foi morto por agentes de outra força federal

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Em 24 de janeiro, também em Minneapolis, o enfermeiro Alex Jeffrey Pretti, de 37 anos e cidadão americano, morreu após ser baleado durante uma ação de fiscalização migratória. Diferentemente do episódio de Good, os disparos partiram de integrantes da Patrulha de Fronteira e da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), e não de agentes do ICE.

A administração federal afirmou inicialmente que os agentes agiram diante de uma ameaça armada. Vídeos divulgados após o episódio e um relatório preliminar encaminhado ao Congresso levantaram questionamentos sobre a sequência dos acontecimentos. O documento indicou que dois agentes federais dispararam suas armas e não registrou que Pretti tivesse tentado sacar uma arma antes dos tiros.

Leia também: Morte em Minneapolis empurra governo Trump para beira de “novo shutdown”; entenda

Derrota eleitoral amplia pressão sobre política migratória

Os episódios ampliaram a pressão política sobre a estratégia de deportações, um dos pilares do segundo mandato de Trump. Com a vitória democrata nas eleições de meio de mandato, a fiscalização das operações de imigração tende a ganhar espaço no Congresso, inclusive com pedidos de esclarecimento sobre abordagens, detenções e mortes durante ações federais.

Apesar da declaração do presidente, não houve anúncio de suspensão da política de deportações. Integrantes do governo têm defendido a continuidade das operações, enquanto críticos cobram mudanças nos protocolos de abordagem e maior transparência sobre o uso da força. Assim, o reconhecimento de Trump não significa, por si só, uma revisão formal das medidas em vigor.

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