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Hamas confirma acordo para desarmamento e retirada gradual de forças israelenses de Gaza
Publicado 31/07/2026 • 06:40 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 31/07/2026 • 06:40 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Faixa de Gaza
O Hamas afirmou ter aceitado um acordo para encerrar a guerra na Faixa de Gaza nesta sexta-feira (31). Segundo integrantes do grupo, o entendimento prevê o desarmamento da organização e a retirada gradual das tropas israelenses do território palestino, como parte das etapas previstas para consolidar o cessar-fogo.
Até o momento, o governo de Israel não se pronunciou oficialmente sobre o anúncio. Na quinta-feira (30), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia informado a existência do acordo por meio de uma publicação nas redes sociais, classificando a iniciativa como um avanço para a estabilidade na região.
O desarmamento do Hamas era considerado um dos principais entraves para um acordo definitivo desde a entrada em vigor do cessar-fogo, em outubro.
Apesar da sinalização positiva do grupo palestino, uma fonte política israelense afirmou à agência AFP que a proposta não atende integralmente às exigências de Israel para a desmilitarização completa da Faixa de Gaza. Segundo essa fonte, o tema também não teria sido tratado durante o encontro realizado nesta semana entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e Donald Trump, na Casa Branca.
Leia também: Trump diz que Conselho de Paz fechou acordo histórico para desarmamento completo do Hamas
Duas fontes do alto escalão do Hamas, sob condição de anonimato, confirmaram à AFP que houve um entendimento envolvendo o desarmamento da organização e a retirada das forças israelenses do território.
De acordo com essas fontes, o grupo espera que os mediadores internacionais acompanhem a execução do acordo e garantam o cumprimento dos compromissos assumidos pelas partes.
Um dos negociadores do Hamas, Ghazi Hamad, afirmou que a organização aceitou fazer concessões para reduzir o impacto da guerra sobre a população de Gaza. Segundo ele, a entrega das armas ficará sob responsabilidade do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), sem interferência direta de Israel.
Conforme uma fonte diplomática envolvida nas negociações, o armamento será entregue ao NCAG, órgão formado por tecnocratas palestinos que deverá administrar a Faixa de Gaza durante o período de transição.
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Siga o Times | CNBCAs negociações para viabilizar a segunda fase do cessar-fogo vinham sendo conduzidas há semanas no Egito, com o objetivo de estabelecer um acordo permanente para o fim do conflito.
Leia também: Coordenador da ONU acusa o Hamas de prejudicar operações humanitárias
O Conselho da Paz informou, em publicação na rede X, que o Hamas aceitou um cronograma detalhado para a implementação das próximas etapas do cessar-fogo. Segundo a organização, a prioridade agora será colocar o plano em prática, incluindo a transferência gradual da administração do território ao NCAG.
Trump também afirmou que, após o desarmamento do Hamas, as tropas israelenses deixariam Gaza e uma Força Internacional de Estabilização atuaria ao lado de uma nova força policial palestina para assumir a segurança da região.
Essa força multinacional, ainda em processo de formação, deverá supervisionar, juntamente com o governo interino do NCAG, o processo de desarmamento. Atualmente, o comitê opera a partir do Egito, já que seus integrantes ainda não têm autorização para atuar na Faixa de Gaza.
Mesmo com o cessar-fogo em vigor, episódios de violência continuam sendo registrados na Faixa de Gaza. Na quinta-feira (30), bombardeios israelenses deixaram ao menos quatro mortos, entre eles duas crianças, segundo autoridades de saúde do território.
A guerra teve início após o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023. De acordo com dados oficiais israelenses, a ofensiva matou 1.221 pessoas e resultou no sequestro de 251 reféns.
Em resposta, Israel lançou uma operação militar na Faixa de Gaza. Segundo o Ministério da Saúde do governo administrado pelo Hamas, mais de 73 mil pessoas morreram no território desde o início do conflito.
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