Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Inflação x mercado de trabalho: estudo revela que choque do petróleo pressiona mais preços do que emprego
Publicado 04/06/2026 • 22:29 | Atualizado há 5 meses
OpenAI negocia captação de US$ 30 bilhões e prepara abertura de capital em 2027
Elon Musk investe cerca de US$ 1 bilhão na Skydance
Barclays planeja cortar 5 mil empregos com avanço da inteligência artificial
CEO da Nvidia diz que demanda por neoclouds está “nas alturas”, mas falta capital
Anthropic anuncia prévia do Claude Duet, agente pessoal de IA para competir com Muse e Dots
Publicado 04/06/2026 • 22:29 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Um novo estudo do Federal Reserve Bank de Boston indica que o principal efeito do choque do petróleo, em consequência da crise no Estreito Ormuz, tende a ser majoritariamente sobre a inflação, e não sobre o mercado de trabalho.
Segundo o relatório divulgado nesta quinta-feira (4), a economia dos EUA passou por grandes transformações estruturais desde as crises do petróleo causadas durante a Guerra do Yom Kippur, em 1973, e a Revolução Islâmica no Irã e o início da Guerra Irã-Iraque, em 1979. Os Estados Unidos se tornaram menos dependentes de energia por unidade produzida e ampliaram significativamente sua produção doméstica de petróleo, reduzindo a vulnerabilidade a choques externos.
Na avaliação dos pesquisadores, isso muda a forma como o Fed deve reagir a aumentos expressivos nos preços da commodity. Enquanto os episódios dos anos 1970 provocaram desaceleração econômica acentuada e aumento global do desemprego, os choques atuais tendem a gerar principalmente pressão inflacionária, com impactos mais limitados sobre o emprego. Por isso, o estudo defende que a política monetária americana concentre maior atenção no comportamento dos preços.
A discussão ocorre em um momento delicado para a economia global. O conflito no Oriente Médio elevou os riscos para o abastecimento internacional de energia e levou o barril do petróleo Brent, que era negociado próximo de US$ 68 antes da crise, a se aproximar de US$ 100 em determinados momentos. O movimento interrompeu parte do processo de desaceleração da inflação observado em diversas economias desde 2022 e aumentou as incertezas sobre juros e crescimento.
A conclusão do estudo do Fed de Boston reforça uma tendência observada também no Brasil: o principal canal de transmissão dos choques geopolíticos ligados ao petróleo deixou de ser o mercado de trabalho e passou a ser a inflação. A diferença é que, enquanto bancos centrais ao redor do mundo avaliam como evitar que a alta dos preços se torne permanente, países produtores de petróleo, como o Brasil, contam com mecanismos adicionais evitar parte dos efeitos da turbulência internacional.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCNo Brasil, porém, os impactos da guerra no Irã têm sido parcialmente mitigados por características próprias da economia. De acordo com o Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda divulgado no fim do mês de maio, o país manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,3% para 2026, mesmo diante do ambiente internacional mais adverso.
A equipe econômica reconhece que a alta do petróleo elevou as pressões inflacionárias. Por esse motivo, a estimativa para o IPCA de 2026 foi revisada de 3,7% para 4,5%. Ainda assim, a avaliação do governo é que parte desse impacto poderá ser compensada pela valorização do real, pela política monetária e por medidas adotadas para reduzir pressões sobre os preços.
Durante a apresentação do boletim, no dia 18 de maio, a secretária de Política Econômica, Débora Freire, afirmou que o conflito no Oriente Médio alterou significativamente o ambiente macroeconômico global, combinando menor crescimento e inflação mais elevada em diferentes países. Apesar desse cenário, a posição do Brasil como exportador líquido de petróleo tem funcionado como um amortecedor relevante.
Ainda segundo a SPE, o aumento das cotações da commodity tende a fortalecer as contas externas, ampliar a arrecadação e reduzir parte dos impactos negativos observados em economias importadoras de energia. Além disso, o mercado de trabalho brasileiro continua apresentando resiliência com baixa taxa de desemprego.
A inflação mais alta limita o espaço para redução dos juros, enquanto o endividamento das famílias e as condições mais restritivas de crédito podem moderar o ritmo de expansão do consumo. Ainda assim, o diagnóstico do Ministério da Fazenda é que a economia brasileira mantém fundamentos capazes de sustentar o crescimento mesmo diante da deterioração do ambiente externo.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
GERP: Flávio tem 53 pontos e Lula, 47; distância aumenta a cinco dias das eleições
2
Lula promete tarifa zero a cinco dias do 2º turno, mas não detalha como bancar custo bilionário
3
PESQUISA QUE ACERTOU PRIMEIRO TURNO: Flávio tem 53% e Lula 47% dos votos válidos, diz Gerp
4
Luxo: fotos mostram viagens de Lulinha em jato fretado e passeios pagos por empresários; veja
5
DECISÃO 2026: ranking das pesquisas eleitorais mostra diferenças entre as estimativas dos institutos e o resultado das urnas