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Irã afirma que os ataques dos EUA “tornam praticamente inútil” o acordo de cessar-fogo

Publicado 11/06/2026 • 13:59 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O governo do Irã acusou nesta quinta-feira (11) os Estados Unidos de uma nova "violação flagrante" do cessar-fogo.
  • O país ressaltou que essas ações de Washington "tornam praticamente inútil" o acordo alcançado em 8 de abril para cessar o fogo.
  • O Ministério das Relações Exteriores do Irã destacou que a responsabilidade pelas "consequências perigosas" dessas ações recai totalmente sobre "a elite governante" do país norte-americano.
Irã

Foto: Unsplash

O governo iraniano acusou nesta quinta-feira (11) os Estados Unidos de uma nova “violação flagrante” do cessar-fogo, afirmando que a “agressão generalizada” americana torna o acordo de paz “praticamente inútil”. O cessar-fogo havia sido firmado em 8 de abril, após semanas de conflito aberto iniciado em 28 de fevereiro com a ofensiva conjunta de Washington e Tel Aviv contra o Irã.

“Os ataques ilegais e criminosos dos Estados Unidos nas últimas horas não são apenas uma grave violação da Carta das Nações Unidas e das normas fundamentais do Direito Internacional, mas também tornam o acordo de cessar-fogo praticamente inútil”, declarou o Ministério das Relações Exteriores iraniano, em comunicado. A pasta responsabilizou a “elite governante” americana pelas “consequências perigosas” das ações.

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O ministério foi além e avisou que países da região que permitam o uso de seu território pelas forças americanas para operações contra o Irã serão considerados parte do conflito. “O uso contínuo do território e das instalações de alguns países da região pelo Exército terrorista dos Estados Unidos para preparar e realizar operações agressivas contra o Irã coloca esses países do lado do agressor”, afirmou o comunicado.

Teerã ainda ressaltou sua “determinação em neutralizar as fontes desses ataques” — linguagem que enquadra eventuais contra-ofensivas como exercício do “direito inerente à legítima defesa”. A afirmação vem na esteira de ataques reivindicados pela Guarda Revolucionária contra bases americanas no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia. Até o momento, Washington não se pronunciou sobre vítimas ou danos.

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O comunicado cobrou também uma posição mais firme da comunidade internacional. O ministro iraniano argumentou que emitir apenas declarações genéricas diante das ações americanas “não é algo responsável e apenas encorajará os agressores”. “Sem dúvida, o silêncio e a inércia diante da ilegalidade dos Estados Unidos e do regime sionista empurrarão o mundo ainda mais para o caos e a miséria”, alertou.

A nota foi divulgada após o segundo dia consecutivo de trocas de ataques entre Washington e Teerã. Na véspera, a Guarda Revolucionária havia lançado uma onda de drones contra bases americanas no Bahrein e em outros pontos do Oriente Médio, descrevendo a ação como “retaliação” pelas ofensivas contra território iraniano.

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