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Israel e Líbano aceitam trégua desde que Hezbollah cesse ataques
Publicado 03/06/2026 • 21:12 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 03/06/2026 • 21:12 | Atualizado há 5 meses
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Foto: Canva
Israel e Líbano concordaram nesta quarta-feira (3) em implementar uma trégua temporária, mas afirmaram que isso exigirá uma “cessação completa” dos ataques por parte do grupo apoiado pelo Irã, o Hezbollah, segundo uma declaração conjunta divulgada após negociações lideradas pelos Estados Unidos em Washington.
Os dois países, que não mantêm relações diplomáticas formais, também concordaram em criar “zonas-piloto” nas quais as Forças Armadas libanesas “assumirão controle exclusivo do território, com exclusão de todos os atores não estatais”.
A declaração acrescenta que as partes concordaram em retomar as negociações sobre questões políticas e de segurança na semana de 22 de junho, com o objetivo de alcançar um acordo abrangente.
Os Estados Unidos realizaram, nos dias 2 e 3 de junho de 2026, a quarta reunião trilateral de alto nível entre representantes de Israel e do Líbano.
Como resultado das negociações conduzidas por Washington, Israel e Líbano concordaram com a implementação de um cessar-fogo. O acordo está condicionado à interrupção total dos ataques do Hezbollah e à retirada de todos os seus integrantes da região ao sul do rio Litani.
As duas partes também concordaram, sob orientação dos Estados Unidos, em avançar rapidamente na criação de zonas-piloto nas quais as Forças Armadas Libanesas exercerão controle exclusivo do território, sem a presença de atores armados não estatais.
Segundo o comunicado, essas medidas devem abrir caminho para um acordo mais amplo de paz e segurança.
Todos os países envolvidos reafirmaram que o futuro das relações entre Israel e Líbano deve ser decidido exclusivamente pelos dois governos soberanos. Eles rejeitaram qualquer tentativa, por parte de Estados ou grupos não estatais, de manter o futuro do Líbano refém de interesses externos.
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Siga o Times | CNBCIsrael e Líbano também reiteraram que não possuem intenções hostis um contra o outro e se comprometeram a manter negociações diretas para fortalecer a confiança mútua, resolver pendências e trabalhar por um acordo abrangente entre os dois países.
As delegações discutiram ainda uma estrutura de segurança baseada em reuniões realizadas no Pentágono em 29 de maio. O objetivo é garantir de forma duradoura a soberania, a segurança e a integridade territorial de Israel e do Líbano. Entre os temas abordados estão o desmantelamento de grupos armados não estatais e a prevenção de seu ressurgimento.
Todas as partes condenaram os ataques do Irã contra países da região e atividades consideradas desestabilizadoras no Oriente Médio, incluindo o apoio a grupos aliados e outras ações classificadas como agressivas.
Os Estados Unidos reiteraram apoio contínuo aos governos de Israel e do Líbano para o exercício de sua soberania. Washington destacou que qualquer acordo para encerrar as hostilidades deve ser negociado diretamente entre os dois governos, com mediação americana, e não por vias paralelas.
O governo americano também reafirmou a intenção de apoiar as Forças Armadas Libanesas para ampliar sua capacidade operacional e fortalecer o exercício da soberania em todo o território do país. O comunicado cita ainda declaração do secretário de Estado, Marco Rubio, feita em 2 de junho, segundo a qual o Hezbollah “não é apenas um inimigo de Israel e dos Estados Unidos, mas também um inimigo do Líbano”.
Israel reafirmou que sua segurança e o respeito à sua integridade territorial dependem do desarmamento do Hezbollah e da desmontagem de sua infraestrutura em todo o território libanês. O governo israelense ressaltou a importância das negociações diretas lideradas pelos Estados Unidos para resolver questões pendentes e alcançar uma paz duradoura.
Já o Líbano reiterou a necessidade de respeito mútuo às fronteiras internacionalmente reconhecidas, defendeu a implementação integral do cessar-fogo e enfatizou os princípios da integridade territorial e da soberania estatal plena. O governo libanês também se comprometeu a fortalecer as capacidades de suas Forças Armadas, com apoio americano, para exercer controle efetivo sobre todo o país.
Ao final da reunião, Israel e Líbano concordaram em retomar as negociações políticas e de segurança na semana de 22 de junho, com o objetivo de avançar rumo a um acordo abrangente. Os Estados Unidos continuarão facilitando a comunicação entre as partes até o próximo encontro.
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