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JPMorgan lucra menos no 4º tri, mas CEO diz que economia dos EUA segue forte

Publicado 13/01/2026 • 11:04 | Atualizado há 3 semanas

KEY POINTS

  • JPMorgan sofre impacto do cartão Apple e de maiores provisões, mas mantém crescimento de receitas.
  • O CEO Jamie Dimon afirma que a economia dos EUA segue resiliente, apesar de riscos inflacionários e geopolíticos.
Fachada do JPMorgan Chase, com mulher passando na frente

Jimin Kim / SOPA Images via Reuters Connect

O JPMorgan Chase reportou nesta terça-feira (13) uma queda de 7% no lucro do quarto trimestre, refletindo resultados mistos entre suas divisões e custos mais elevados relacionados ao crédito. Ainda assim, o CEO Jamie Dimon avaliou que a economia dos Estados Unidos permanece resiliente, apesar de riscos relevantes no horizonte.

O maior banco dos EUA registrou lucro de US$ 13,0 bilhões, impactado principalmente por um encargo de US$ 2,1 bilhões associado à incorporação do cartão de crédito da Apple, operação que substituiu a parceria anteriormente mantida com o Goldman Sachs.

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Receita cresce, mas custos pressionam

A receita total avançou 7%, para US$ 45,8 bilhões, impulsionada por:

  • maior receita líquida de juros, indicador-chave que mede o spread entre empréstimos e pagamentos de juros;
  • desempenho sólido em trading nos mercados financeiros.

Por outro lado, as despesas subiram 5%, refletindo aumento no número de funcionários da linha de frente, maiores custos de ocupação e outras pressões operacionais.

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Banco de investimento: trading sustenta resultado

Na divisão de commercial and investment bank, o JPMorgan se beneficiou do crescimento das receitas de trading, mas viu queda nas receitas e taxas de investment banking, em linha com um ambiente mais cauteloso para fusões, aquisições e emissões.

O lucro também foi afetado pelo aumento do custo de crédito, com o banco constituindo uma provisão de US$ 2,2 bilhões para cobrir riscos associados à nova carteira do cartão Apple.

Dimon vê economia forte, mas alerta para riscos

Em comunicado, Jamie Dimon adotou um tom mais otimista do que em trimestres recentes ao comentar o cenário macroeconômico.

Segundo o executivo, a economia americana segue resiliente:

  • o mercado de trabalho mostra sinais de arrefecimento, mas sem deterioração acentuada;
  • consumidores continuam gastando;
  • empresas, de forma geral, permanecem saudáveis.

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Ainda assim, Dimon reforçou que o banco segue em modo de cautela, alertando que os mercados podem estar subestimando riscos como tensões geopolíticas complexas; possibilidade de inflação persistente e valorização excessiva de ativos.

As ações do JPMorgan Chase subiam 0,1% no pré-mercado, sinalizando uma recepção relativamente neutra dos investidores aos resultados.

(*com informações da AFP)

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