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Amazon pede autorização para lançar 5.105 satélites voltados à conexão direta com dispositivos

Publicado 27/07/2026 • 23:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Amazon solicita autorização federal para lançar 5.105 satélites destinados a uma rede de conexão direta com dispositivos.
  • Projeto utilizará parte dos ativos da Globalstar, cuja aquisição foi anunciada pela empresa em abril.
  • Companhia espera iniciar a operação da rede D2D em 2028.

A Amazon solicitou às autoridades federais dos Estados Unidos autorização para lançar até 5.105 satélites de internet como parte de uma constelação destinada a fornecer conectividade direta com dispositivos.

A empresa revelou pela primeira vez seus planos para criar uma rede D2D (direct-to-device) em abril, quando anunciou a aquisição da operadora de satélites Globalstar em um acordo avaliado em cerca de US$ 11,6 bilhões. As redes D2D permitem que smartphones e outros dispositivos se conectem diretamente aos satélites, dispensando o uso de torres tradicionais de telefonia celular.

Em um pedido apresentado no sábado à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC), a Amazon informou que sua rede D2D combinará sua infraestrutura já existente com os satélites e o espectro da Globalstar.

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Segundo o documento, a empresa pretende atender usuários que hoje são “desatendidos ou insuficientemente atendidos” pelas operadoras de telefonia móvel. Outras aplicações incluem o apoio a operações de emergência, como busca e resgate, além de ampliar a conectividade em canteiros de obras, frotas e cadeias de suprimentos localizados em regiões remotas ou de difícil cobertura pelas redes terrestres.

“A Amazon espera cumprir a promessa da conectividade D2D, inclusive para os milhões de pessoas que vivem, viajam e trabalham em locais atualmente fora do alcance das redes existentes”, escreveu a companhia.

A Amazon já havia informado que espera concluir a aquisição da Globalstar em 2027 e iniciar a implantação da rede D2D em 2028.

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Desde abril do ano passado, a empresa trabalha na expansão de sua rede de internet via satélite em órbita baixa (LEO), que busca competir com a Starlink, da SpaceX, atualmente a principal provedora mundial desse tipo de serviço, com uma constelação de mais de 10 mil satélites.

Atualmente, a Amazon possui mais de 390 satélites em órbita e afirmou recentemente que esse número já é suficiente para iniciar um “serviço inicial” ainda este ano.

No mês passado, a empresa obteve um alívio regulatório após a FCC aceitar seu pedido para dispensar temporariamente a exigência de colocar em operação 1.600 satélites de sua primeira geração até 30 de julho. Ainda assim, a companhia continua obrigada a lançar todos os 3.232 satélites previstos em sua constelação até julho de 2029.

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A futura rede D2D da Amazon competirá diretamente com o Starlink Mobile, serviço semelhante desenvolvido pela SpaceX. Para isso, a empresa de Elon Musk adquiriu licenças de espectro sem fio da EchoStar e oferece, nos Estados Unidos, o serviço de conexão direta para celulares em parceria com a T-Mobile.

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