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Líder do Hezbollah rejeita acordo com Israel e afirma que grupo não vai se render

Publicado 28/08/2026 • 18:02 | Atualizado há 1 hora

AFP

KEY POINTS

  • Hezbollah rejeita acordo com Israel e Naim Qassem afirma que o grupo não vai se render.
  • Desarmamento do Hezbollah é condição para ampliar o controle do Exército libanês no sul.
  • Ataques israelenses se intensificam no sul do Líbano apesar da redução geral da violência.

Foto: Wikimedia Commons

O chefe do Hezbollah, Naim Qassem, reiterou nesta sexta-feira (28) a oposição do grupo ao acordo-quadro firmado entre Líbano e Israel e afirmou que a organização não vai se render. Em discurso transmitido pelo canal de televisão do Hezbollah, al-Manar, Qassem classificou o acordo como “ilegítimo”, “ilegal” e “humilhante” e defendeu sua revogação.

Segundo Qassem, o entendimento viola a soberania do Líbano e impede o país de recuperar seus direitos. O líder do Hezbollah também declarou que o grupo rejeita a comissão de verificação criada para supervisionar a implementação do acordo.

O acordo-quadro foi alcançado em 26 de junho, em negociações realizadas sob os auspícios dos Estados Unidos. Entre os termos mencionados está a retomada da autoridade do Exército libanês no sul do país, condicionada ao desarmamento do Hezbollah.

Conforme os termos apresentados, o processo de desarmamento começaria por algumas chamadas “zonas-piloto”, enquanto Israel se retiraria dessas áreas. A implementação do entendimento seria acompanhada por uma comissão de verificação, cuja composição passou a ser discutida nas negociações entre os dois países.

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Durante as últimas conversas entre Líbano e Israel, realizadas em Roma no início de agosto, os dois lados discutiram quais países poderiam integrar a comissão. A informação foi atribuída a uma fonte da Presidência do Líbano ouvida pela AFP.

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Uma nova rodada de negociações está prevista para setembro, embora a data exata ainda não estivesse definida no momento do relato.

O Hezbollah é descrito como um movimento pró-Irã que envolveu o Líbano na atual guerra no Oriente Médio depois de atacar Israel, em apoio a Teerã, em 2 de março.

Segundo autoridades libanesas, a ofensiva israelense decorrente do conflito deixou mais de 4.300 mortos.

A intensidade da violência diminuiu em relação ao período anterior. Apesar disso, os ataques israelenses se intensificaram nos últimos dias no sul do Líbano. Uma mulher morreu na sexta-feira (28) em decorrência desses ataques.

Israel também estabeleceu uma chamada “zona de segurança” no sul do Líbano, onde suas forças armadas permanecem mobilizadas.

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