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Lula e Trump se reúnem na Casa Branca com minerais e crime organizado entre destaques da pauta
Publicado 07/05/2026 • 07:29 | Atualizado há 12 minutos
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Publicado 07/05/2026 • 07:29 | Atualizado há 12 minutos
KEY POINTS
REUTERS/Evelyn Hockstein
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, se encontram à margem da 47ª cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), em Kuala Lumpur, Malásia, em 26 de outubro de 2025.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem encontro marcado às 12h (horário de Brasília) desta quinta-feira (7) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. A reunião acontece em meio a uma tentativa de reaproximação entre os dois governos e deve ter como foco comércio, segurança pública e minerais críticos.
Este será o segundo encontro oficial entre Lula e Trump. O primeiro foi na Malásia, em 2025. Apesar das diferenças políticas e das tensões acumuladas, a reunião anterior foi descrita como cordial e acabou abrindo espaço para a redução de tarifas aplicadas pelos Estados Unidos ao Brasil.
Lula desembarcou na quarta-feira (6) e o retorno é esperado para sexta-feira (8).
A reunião acontece em um momento politicamente sensível para Lula. O presidente enfrenta derrotas no Congresso e aparece tecnicamente empatado nas pesquisas com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), possível adversário na eleição de outubro.
Segundo afirmou o professor Oliver Stuenkel, da Fundação Getulio Vargas, à AFP, Lula deve buscar fortalecer a relação pessoal com Trump para reduzir o risco de interferências externas no pleito, como eventual apoio explícito ao filho do ex-presidente.
No Congresso, a avaliação é de que o clima bilateral mudou. O deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA) disse à AFP que o convite partiu de Trump e que o momento de “beligerância” entre os dois países teria ficado para trás.
Leia também: “Visita de trabalho”: Casa Branca confirma encontro entre Lula e Trump
A segurança pública deve ocupar posição central na conversa. O combate ao crime organizado é hoje uma das principais preocupações do eleitorado brasileiro.
Em abril, Brasil e Estados Unidos assinaram um acordo para enfrentar o tráfico internacional de armas e drogas, com troca de dados sobre inspeções alfandegárias, incluindo informações de escaneamento de contêineres enviados dos EUA ao Brasil. A delegação brasileira inclui o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que defende a ampliação da cooperação contra cartéis do narcotráfico, além do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ministros de diferentes áreas.
No segundo mandato, Trump elevou o combate ao que chama de “narcoterrorismo” a prioridade e classificou grandes cartéis como organizações terroristas estrangeiras. O argumento foi utilizado na derrubada de Nicolás Maduro na Venezuela.
Leia também: Lula e Trump devem se encontrar nesta semana em Washington
Analistas apontam que o Brasil busca evitar que facções como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital sejam enquadradas nessa categoria, o que poderia gerar implicações jurídicas e diplomáticas. Para Rebecca Bill Chávez, presidente do Diálogo Interamericano, há preocupação no Brasil com os impactos legais, políticos e de soberania de uma eventual aplicação da legislação antiterrorismo a grupos criminosos nacionais.
Outro ponto de destaque da agenda são as reservas brasileiras de terras raras, essenciais para a produção de bens de alta tecnologia. O Brasil detém a segunda maior reserva mundial desses minerais, atrás apenas da China.
Os Estados Unidos demonstram interesse em ampliar investimentos no setor. O governo brasileiro afirma que o capital estrangeiro é bem-vindo, mas defende que a exploração esteja vinculada à industrialização local e à geração de empregos qualificados, em parceria com universidades.
Na quarta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que amplia os poderes do Executivo sobre as terras raras e cria incentivos para o setor privado explorar as reservas. A proposta ainda será analisada pelo Senado.
A relação comercial segue sob pressão. Washington investiga o Brasil por supostas práticas desleais, incluindo o impacto do sistema de pagamentos instantâneos Pix sobre a competitividade de empresas americanas. Lançado em 2020, o Pix superou cartões de crédito e débito no país e registrou sete bilhões de transações apenas em janeiro, segundo o Banco Central.
Em julho do ano passado, os EUA aplicaram tarifas elevadas sobre exportações brasileiras, classificadas por Trump como reação a uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro. Parte dessas tarifas foi posteriormente reduzida.
O governo brasileiro afirma que a orientação é reconstruir a parceria bilateral e ampliar as frentes de negociação, incluindo tecnologia, minerais estratégicos e o programa Redata, voltado à atração de data centers.
Lula viaja a Washington exclusivamente para a reunião e deve retornar ao Brasil logo após a agenda na capital americana.
(Com informações da AFP)
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