CNBC

CNBCIntel dispara 13% com notícia de negociações com Apple e atinge novo recorde histórico

Mundo

Lula e Trump se reúnem na Casa Branca com minerais e crime organizado entre destaques da pauta

Publicado 07/05/2026 • 07:29 | Atualizado há 12 minutos

KEY POINTS

  • O presidente Lula tem encontro marcado às 12h (horário de Brasília) desta quinta-feira (7) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca.
  • A reunião acontece em meio a uma tentativa de reaproximação entre os dois governos e deve ter como foco comércio, segurança pública e minerais críticos.
  • Entre os pontos de destaque da agenda estão as reservas brasileiras de terras raras, essenciais para a produção de bens de alta tecnologia.

REUTERS/Evelyn Hockstein

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, se encontram à margem da 47ª cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), em Kuala Lumpur, Malásia, em 26 de outubro de 2025.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem encontro marcado às 12h (horário de Brasília) desta quinta-feira (7) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. A reunião acontece em meio a uma tentativa de reaproximação entre os dois governos e deve ter como foco comércio, segurança pública e minerais críticos.

Este será o segundo encontro oficial entre Lula e Trump. O primeiro foi na Malásia, em 2025. Apesar das diferenças políticas e das tensões acumuladas, a reunião anterior foi descrita como cordial e acabou abrindo espaço para a redução de tarifas aplicadas pelos Estados Unidos ao Brasil.

Leia também: Governo se antecipa e envia proposta contra crime organizado aos EUA antes da reunião entre Lula e Trump na Casa Branca

Lula desembarcou na quarta-feira (6) e o retorno é esperado para sexta-feira (8).

A reunião acontece em um momento politicamente sensível para Lula. O presidente enfrenta derrotas no Congresso e aparece tecnicamente empatado nas pesquisas com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), possível adversário na eleição de outubro.

Segundo afirmou o professor Oliver Stuenkel, da Fundação Getulio Vargas, à AFP, Lula deve buscar fortalecer a relação pessoal com Trump para reduzir o risco de interferências externas no pleito, como eventual apoio explícito ao filho do ex-presidente.

No Congresso, a avaliação é de que o clima bilateral mudou. O deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA) disse à AFP que o convite partiu de Trump e que o momento de “beligerância” entre os dois países teria ficado para trás.

Leia também: “Visita de trabalho”: Casa Branca confirma encontro entre Lula e Trump

Segurança no centro da pauta

A segurança pública deve ocupar posição central na conversa. O combate ao crime organizado é hoje uma das principais preocupações do eleitorado brasileiro.

Em abril, Brasil e Estados Unidos assinaram um acordo para enfrentar o tráfico internacional de armas e drogas, com troca de dados sobre inspeções alfandegárias, incluindo informações de escaneamento de contêineres enviados dos EUA ao Brasil. A delegação brasileira inclui o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que defende a ampliação da cooperação contra cartéis do narcotráfico, além do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ministros de diferentes áreas.

No segundo mandato, Trump elevou o combate ao que chama de “narcoterrorismo” a prioridade e classificou grandes cartéis como organizações terroristas estrangeiras. O argumento foi utilizado na derrubada de Nicolás Maduro na Venezuela.

Leia também: Lula e Trump devem se encontrar nesta semana em Washington

Analistas apontam que o Brasil busca evitar que facções como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital sejam enquadradas nessa categoria, o que poderia gerar implicações jurídicas e diplomáticas. Para Rebecca Bill Chávez, presidente do Diálogo Interamericano, há preocupação no Brasil com os impactos legais, políticos e de soberania de uma eventual aplicação da legislação antiterrorismo a grupos criminosos nacionais.

Terras raras e disputa comercial

Outro ponto de destaque da agenda são as reservas brasileiras de terras raras, essenciais para a produção de bens de alta tecnologia. O Brasil detém a segunda maior reserva mundial desses minerais, atrás apenas da China.

Os Estados Unidos demonstram interesse em ampliar investimentos no setor. O governo brasileiro afirma que o capital estrangeiro é bem-vindo, mas defende que a exploração esteja vinculada à industrialização local e à geração de empregos qualificados, em parceria com universidades.

Na quarta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que amplia os poderes do Executivo sobre as terras raras e cria incentivos para o setor privado explorar as reservas. A proposta ainda será analisada pelo Senado.

A relação comercial segue sob pressão. Washington investiga o Brasil por supostas práticas desleais, incluindo o impacto do sistema de pagamentos instantâneos Pix sobre a competitividade de empresas americanas. Lançado em 2020, o Pix superou cartões de crédito e débito no país e registrou sete bilhões de transações apenas em janeiro, segundo o Banco Central.

Em julho do ano passado, os EUA aplicaram tarifas elevadas sobre exportações brasileiras, classificadas por Trump como reação a uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro. Parte dessas tarifas foi posteriormente reduzida.

O governo brasileiro afirma que a orientação é reconstruir a parceria bilateral e ampliar as frentes de negociação, incluindo tecnologia, minerais estratégicos e o programa Redata, voltado à atração de data centers.

Lula viaja a Washington exclusivamente para a reunião e deve retornar ao Brasil logo após a agenda na capital americana.

(Com informações da AFP)

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Mundo