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Governo se antecipa e envia proposta contra crime organizado aos EUA antes da reunião entre Lula e Trump na Casa Branca
Publicado 06/05/2026 • 12:26 | Atualizado há 3 dias
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Publicado 06/05/2026 • 12:26 | Atualizado há 3 dias
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O encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, nesta quinta-feira (7), na Casa Branca, em Washington. tratado pelo governo brasileiro como reunião de trabalho, terá o crime organizado entre as prioridades da delegação brasileira.
Antes que surja uma proposta para tornar o PCC e o Comando Vermelho em organizações terroristas, hipótese já levantada por Trump, o governo brasileiro encaminhou aos Estados Unidos uma proposta de cooperação no combate às organizações criminosas antes mesmo do embarque presidencial.
A previsão é de que o encontro ocorra pela manhã ou no começo da tarde. Lula deve retornar a Brasília na quinta-feira à noite ou na sexta-feira (8).
Leia também: Parlamento brasileiro completa 200 anos tendo sobrevivido a golpes, ditaduras e 18 tentativas de extinção
O tema já havia sido colocado pelo próprio Lula em um dos telefonemas com Trump. A abordagem, segundo fontes do governo, não passa necessariamente pelo debate sobre facções específicas. O que o governo brasileiro quer discutir é como os dois países podem atuar juntos no combate ao crime organizado de forma ampla.
A proposta já foi encaminhada formalmente ao governo americano. A presença do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, na comitiva reforça o peso dado ao tema pela delegação brasileira.
Além da segurança, o comércio bilateral figura entre as prioridades do encontro. O governo leva também a discussão sobre minerais críticos, com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, integrado à comitiva. Terras raras podem entrar na conversa.
Outros assuntos podem surgir ao longo da reunião, como temas de geopolítica. Eleições, porém, não devem ser abordadas.
O encontro não tem o formato de visita de Estado. Mesmo assim, o governo brasileiro trata o compromisso com relevância. A ida a Washington é exclusivamente para a reunião entre os dois presidentes, sem eventos paralelos previstos.
Este é o terceiro encontro presencial entre Lula e Trump desde o início do atual mandato do presidente americano e o segundo realizado em território dos Estados Unidos. Os dois presidentes haviam fechado um encontro anterior, também em Washington, que foi cancelado após o agravamento das tensões geopolíticas envolvendo o Irã.
A negociação para marcar o encontro desta semana foi concluída há poucos dias. Não houve ligação direta entre os dois presidentes para acertar o compromisso.
O presidente viaja a Washington com uma comitiva de seis integrantes do alto escalão do governo.
São eles: o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima; o ministro da Fazenda, Dario Durigan; o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira; e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
A composição da delegação reflete os temas que o Brasil pretende avançar no encontro com Trump.
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