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Maior ataque russo contra Kiev desde o início da guerra deixa pelo menos 17 mortos
Publicado 02/07/2026 • 10:50 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 02/07/2026 • 10:50 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto de Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia
UKR - UCRÂNIA/GUERRA/ZELENSKY/COLETIVA - INTERNACIONAL - O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, concede entrevista coletiva à imprensa em Kiev, neste domingo (23), véspera do Foto: EVGENIY MALOLETKA/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Pelo menos 17 pessoas morreram e vários prédios residenciais foram destruídos em Kiev nesta quinta-feira (2), no que as autoridades classificaram como o maior ataque contra a capital da Ucrânia desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022.
“O balanço em Kiev subiu para 17 mortos. As operações de resgate continuam”, afirmaram os serviços de emergências no Telegram.
O prefeito da capital, Vitali Klitschko, decretou um dia de luto na sexta-feira em Kiev, “em memória das vítimas do maior ataque do inimigo contra a capital”.
O presidente Volodimir Zelensky pediu rapidamente aos Estados Unidos que concedam licença para a produção na Ucrânia de mísseis de defesa antiaérea Patriot, para “impedir ataques como este”.
Uma nuvem de fumaça foi observada após uma detonação no centro da capital ucraniana, seguida por um incêndio. Os bombeiros e várias ambulâncias chegaram rapidamente ao local. Quase uma hora depois, uma segunda explosão foi registrada nas imediações.
Os moradores da capital ucraniana correram para os abrigos com colchões debaixo dos braços. Katerina Koval declarou à AFP que não estava mais habituada a procurar os refúgios, mas mudou de ideia após os últimos ataques contra alvos civis.
“A situação sempre pode piorar, mas não acredito que possam nos intimidar”, afirmou Katerina Kucheriava, médica residente em Kiev, em uma estação de metrô habilitada como abrigo.
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O Ministério da Defesa da Rússia confirmou um “ataque em larga escala” contra a capital ucraniana, “em resposta aos ataques terroristas do regime de Kiev contra infraestruturas civis”. O comunicado cita ações contra “empresas da indústria militar e instalações do setor de energia”.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, enfatizou que a Rússia “continuará intensificando a pressão sobre o regime de Kiev, para alcançar nossos objetivos estabelecidos”. A declaração foi a resposta a uma pergunta sobre a intenção da União Europeia (UE) de impor novas sanções a Moscou.
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Siga o Times | CNBCO comandante da administração militar da cidade de Kiev, Timur Tkachenko, denunciou durante a madrugada que, “mais uma vez, o inimigo aponta deliberadamente contra zonas residenciais e mata civis”. Correspondentes da AFP ouviram explosões durante várias horas.
“Durante a noite, o inimigo lançou novamente um ataque maciço contra a região de Kiev, utilizando drones de ataque, mísseis balísticos e mísseis de cruzeiro”, declarou Mykola Kalashnyk, funcionário da administração militar da região de Kiev. Segundo ele, cinco distritos foram atingidos.
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O prefeito Klitschko informou que os ataques danificaram um prédio no centro da capital que abrigava um estacionamento de ambulâncias. “Cinco profissionais de saúde ficaram feridos. Um paramédico está em condição crítica”, disse.
“O teto de um edifício residencial de grande altura está em chamas em outro distrito. E algumas pessoas estão presas em uma estrutura danificada de nove andares”, acrescentou o prefeito.
Mais de quatro anos após o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, a capital, assim como outras regiões, é alvo frequente de bombardeios.
Nesta quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sibiga, fez um apelo aos aliados para que “não adiem as decisões sobre a defesa aérea da Ucrânia”.
Em 2 de junho, um ataque russo em larga escala, com 656 drones e 73 mísseis, deixou 23 mortos, 16 em Dnipro (centro-leste) e sete em Kiev, onde quase 50 pessoas ficaram feridas, segundo as autoridades.
Leia também: Rússia ameaça escalada após Ucrânia realizar maior ataque com drones contra Moscou
Por sua vez, Kiev intensificou nos últimos meses os ataques contra a Rússia e os territórios ocupados por Moscou, enquanto as negociações sob mediação dos Estados Unidos permanecem estagnadas.
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