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Rússia ameaça escalada após Ucrânia realizar maior ataque com drones contra Moscou
Publicado 20/06/2026 • 17:08 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 20/06/2026 • 17:08 | Atualizado há 3 meses
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BEN CURTIS/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO | Wikimedia
A Rússia lançou um grande ataque aéreo na capital da Ucrânia e arredores durante a madrugada desta terça-feira (01).
A Rússia prometeu realizar ataques frequentes e “massivos em grupo” contra a Ucrânia pouco depois de Kiev lançar uma ofensiva de drones contra Moscou, provocando uma grande explosão em uma das principais refinarias de petróleo da capital russa.
As forças ucranianas realizaram um ataque de grande escala contra Moscou entre a noite de quarta-feira (18) e quinta-feira (19), tendo como principal alvo uma grande refinaria de petróleo localizada na região sudeste da cidade.
Cerca de 200 drones teriam sido utilizados no ataque, considerado o maior ataque aéreo da Ucrânia contra a capital russa. As autoridades informaram que 16 pessoas ficaram feridas, enquanto quatro aeroportos de Moscou suspenderam temporariamente os voos.
Leia também: A Rússia atinge a Ucrânia com um míssil hipersônico em um dos maiores ataques da guerra contra Kiev
Colunas de fumaça preta foram vistas saindo da Refinaria de Moscou da Gazprom na quinta-feira, uma instalação que já foi alvo de forças ucranianas diversas vezes nas últimas semanas.
“Não é coincidência que o presidente tenha anunciado, há algum tempo, após mais um ataque terrorista de Kiev, que agora realizaremos regularmente ataques massivos em grupo contra alvos cuja condição afeta diretamente a capacidade de combate das Forças Armadas ucranianas”, afirmou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, a repórteres durante um evento em Kazan, nesta quinta-feira, segundo a agência Interfax.
As forças ucranianas têm atacado repetidamente a infraestrutura petrolífera da Rússia, buscando reduzir as receitas energéticas de Moscou e pressionar o presidente Vladimir Putin a colocar fim à guerra que já dura quatro anos.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que os ataques contra Moscou foram uma resposta aos ataques russos contra um histórico complexo de mosteiros em Kiev no início da semana. A Rússia negou ter atingido o mosteiro da Lavra de Kiev-Pechersk.
“Esta é uma resposta totalmente justificada aos ataques russos contra nossas cidades e comunidades, e outro resultado importante do trabalho de nossos combatentes contra instalações que sustentam a máquina de guerra da Rússia”, disse Zelenskyy em uma publicação nas redes sociais nesta quinta-feira.
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Siga o Times | CNBCLeia também: Rússia ataca navio civil no corredor marítimo da Ucrânia
“Nos últimos dias, todos os nossos parceiros destacaram a precisão e a eficácia dos nossos ataques de médio alcance e das sanções de longo alcance. É hora de a guerra acabar, e a Rússia precisa tomar as medidas necessárias na diplomacia”, acrescentou.
Os chamados “milbloggers” russos — blogueiros militares que acompanham de perto e comentam a guerra nas redes sociais — reagiram aos ataques contra Moscou demonstrando preocupação com a defesa aérea russa e com a censura no país, segundo o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), um centro de pesquisa sediado em Washington.
O ISW afirmou ainda que o aumento da frequência, do tamanho e da profundidade da campanha ucraniana de ataques de longo alcance contra grandes cidades russas fortemente protegidas, especialmente Moscou e São Petersburgo, “demonstra vulnerabilidades crescentes na defesa aérea russa e os dilemas sobre como o Kremlin escolhe lidar com os custos internos da guerra que iniciou”.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia não estava imediatamente disponível para comentar quando procurado pela CNBC.
Zelenskyy tem buscado apoio tanto dos Estados Unidos quanto da Europa para chegar a um acordo que encerre a guerra.
No início da semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu fornecer mais assistência à Ucrânia e pediu que o Kremlin “faça um acordo” para encerrar o conflito. “Vou fazer tudo o que puder”, disse Trump a repórteres na terça-feira.
O presidente americano acrescentou que havia conversado com Zelenskyy e Putin nos últimos dias, afirmando que ambos os países “perderam uma quantidade enorme de pessoas”.
Leia mais: Trump rebate críticas sobre popularidade e pede volta da Rússia ao G8
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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