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Megatempestade de inverno se aproxima dos EUA e pode atingir 160 milhões de pessoas

Publicado 24/01/2026 • 00:00 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Cerca de 160 milhões de pessoas podem ser impactadas por uma megatempestade de inverno, com previsão de neve intensa, chuva congelante e frio extremo em dezenas de estados.
  • Autoridades decretaram estado de emergência em várias regiões e alertam para risco de apagões prolongados, danos à infraestrutura e condições perigosas de deslocamento.
  • Meteorologistas classificam o evento como um dos mais severos em décadas; especialistas discutem a possível relação com o deslocamento do vórtice polar e mudanças climáticas.

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Tempestade de neve em Nova York, EUA

Uma grande tempestade de inverno ameaça cobrir grande parte dos Estados Unidos com uma perigosa mistura de chuva gelada e fortes nevadas, gerando condições “catastróficas” em áreas onde vivem cerca de 160 milhões de pessoas.

Vários estados dos EUA declararam estado de emergência diante desta onda ártica que, segundo as previsões, avança da costa da Califórnia por grande parte do território continental, cobrindo o centro do país, incluindo as Montanhas Rochosas e as Grandes Planícies.

Ela pode provocar um “acúmulo catastrófico de gelo”, de acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia, e resultar em “apagões prolongados, danos extensos às árvores e condições de viagem extremamente perigosas ou intransitáveis”.

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Segundo o meteorologista Ryan Maue, “os próximos 10 dias de inverno serão os piores em 40 anos nos Estados Unidos”.

“Pensem para onde podem ir, o que podem fazer e quem precisa de ainda mais ajuda para sobreviver à próxima semana. Não é exagero nem brincadeira”, disse ele, que pediu que as pessoas se preparem para temperaturas inferiores a -18ºC.

Mais de 1.500 voos do fim de semana já foram cancelados, indica o rastreador FlightAware, incluindo muitos no Texas.

Nesse estado do sul do país, muitos se lembram da calamidade causada por uma tempestade semelhante em fevereiro de 2021, com mais de 200 mortes relacionadas a hipotermia, intoxicação por inalação de monóxido de carbono e acidentes.

As autoridades texanas prometeram que a rede elétrica, que falhou imensamente durante aquela tempestade há cinco anos e deixou milhões sem eletricidade, estava preparada desta vez.

O governador, Greg Abbott, disse na quinta-feira que “não há nenhuma expectativa de que ocorra um corte de energia na rede elétrica”, que “é totalmente capaz de lidar com essa tempestade de inverno”.

Após essa experiência, em Houston, a cidade mais populosa do estado, foram abertos 12 abrigos.

“Não digo que esta será a tempestade de inverno de 2021, mas devemos nos preparar como se fosse a tempestade de inverno de 2021”, declarou Brian Mason, coordenador do Escritório de Gestão de Emergências de Houston.

“Desta vez tenho um gerador e estou pronto, tenho reserva suficiente, provisões, tudo. Não acho que será tão ruim quanto há cinco anos. Não pode ser”, afirmou Clinton Moore, de 63 anos, após se abastecer de água em um supermercado no norte de Houston.

No estado de Nova York, a governadora Kathy Hochul alertou para o frio extremo. “Cinco ou seis minutos ao ar livre podem ser literalmente perigosos para a saúde, (…) a hipotermia e o congelamento podem surgir rapidamente”, comentou.

Hochul informou que o estado mobilizou milhares de trabalhadores de serviços públicos, máquinas de remoção de neve e equipes de emergência para manter as estradas liberadas, restabelecer o fornecimento de energia e proteger pessoas em risco.

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Vórtice polar

A ligação entre a mudança climática e as tempestades de inverno – nesse caso, quando o vórtice polar, normalmente confinado ao Polo Norte, se desloca para o sul – não é evidente à primeira vista.

No entanto, pesquisadores apontam que o número dessas tempestades vem aumentando nos últimos 20 anos.

Isso pode dever-se ao fato de o Ártico estar aquecendo em um ritmo superior à média global, um aquecimento desigual que, segundo alguns cientistas, contribui para que o vórtice polar se estenda sobre a América do Norte.

Especialistas, no entanto, alertam que não se deve tirar conclusões que vinculem diretamente esse fenômeno à mudança climática de origem humana.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abordou o tema na sua plataforma Truth Social. “Espera-se uma onda de frio recorde atingindo 40 estados. Raramente se viu algo assim. Os insurgentes ambientais poderiam, por favor, explicar o que aconteceu com o aquecimento global?”, publicou o líder republicano.

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