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Minas navais no Estreito de Ormuz podem ameaçar fluxo global de petróleo
Publicado 14/03/2026 • 00:44 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 14/03/2026 • 00:44 | Atualizado há 8 meses
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A ameaça de minas navais no Estreito de Ormuz mantém o comércio global em alerta devido ao risco de interrupção do fluxo de petróleo e insumos essenciais, disse Robinson Farinazzo, comandante da Marinha e responsável pelo canal Arte da Guerra, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele destacou que o impacto psicológico e econômico supera a barreira física dos artefatos: “O problema todo do Golfo Pérsico, que vai além das minas, é um problema de confiança. Por mais que digam que haverá escolta, nenhuma companhia vai arcar com esse risco, e a possibilidade de abrir um canal varrido é pequena, pois os EUA têm apenas quatro navios caçaminas em seu inventário”, explicou.
A durabilidade e o perigo oculto desses armamentos tornam a região uma armadilha de longo prazo para a navegação. “Minagem é um problema seríssimo; uma vez iniciado, deve ficar por meses e anos ali. É o pesadelo para as seguradoras e para os armadores, e a economia do Golfo será muito prejudicada se o Irã fizer uma minagem em grande escala no estreito”, alertou.
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Siga o Times | CNBCSobre o poder de destruição, o comandante ressaltou que o alvo não precisa ser necessariamente um navio de guerra para causar um desastre. “Imagina um navio gaseiro carregando GNL ou um petroleiro; uma mina dessas tem condições de afundar a embarcação ou provocar um derramamento de óleo cru. O impacto na economia mundial é direto, pois ali trafegam também fertilizantes e grãos para países da África”.
Quanto à tecnologia empregada pelo Irã, o especialista acredita que a eficácia reside na simplicidade e na diversidade de lançamento. “O Irã não tem a sofisticação dos Estados Unidos, mas a tecnologia deles funciona para o que precisam. Eles podem usar lançadores móveis, helicópteros ou lanchas não tripuladas para obliterar o estreito, sem nem precisar de uma marinha convencional operando dentro do campo minado”.
Caso o conflito escale, o custo de seguros para cargas que superem US$ 100 milhões (R$ 529 milhões) pode tornar o transporte inviável na região.
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