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Ministro do Irã inicia negociações no Paquistão para restabelecer trégua com os EUA

Publicado 21/07/2026 • 11:58 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • O ministro do Interior do Irã, Eskandar Momeni, iniciou reuniões com mediadores no Paquistão em uma tentativa de reativar o acordo provisório entre Irã e Estados Unidos.
  • Irã e Estados Unidos mantêm ataques mútuos pelo décimo dia consecutivo desde a retomada das hostilidades.
  • Escalada do conflito impulsionou os preços do petróleo nas últimas semanas.
Irã

Foto: Canva

O ministro do Interior do Irã, Eskandar Momeni, iniciou uma série de reuniões com mediadores no Paquistão nesta terça-feira (21). Movimento é tentativa de reativar o acordo provisório entre Irã e Estados Unidos que entrou em colapso.

A iniciativa ocorre enquanto os dois países mantêm ataques mútuos pelo décimo dia consecutivo de novos confrontos.

A visita de Momeni acontece em meio à intensificação dos esforços diplomáticos do Paquistão para resgatar o entendimento firmado no mês passado com o objetivo de encerrar os combates. Apesar das negociações, ainda não há clareza sobre qual formato um novo acordo poderia assumir para interromper as hostilidades.

Leia também: Presidente do Irã diz que o país está em “guerra total” com os EUA

Ataques continuam

Nas primeiras horas desta terça-feira, o Irã atacou um navio-tanque no Estreito de Ormuz, obrigando a tripulação a abandonar a embarcação. Em resposta, os Estados Unidos realizaram uma nova rodada de ataques aéreos contra a República Islâmica.

As dez noites consecutivas de bombardeios americanos não levaram Teerã a flexibilizar o controle sobre o estreito, rota por onde, em períodos de normalidade, circulava cerca de um quinto do petróleo bruto e do gás natural comercializados globalmente.

Impactos do colapso da trégua

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Com o fim do acordo provisório, a navegação pelo Estreito de Ormuz praticamente foi interrompida. Paralelamente, a intensificação dos confrontos levou ambos os lados a atacar infraestruturas civis utilizadas por milhões de pessoas.

Em novo alerta, o Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que “o Irã e grupos que o apoiam podem atacar outros interesses dos Estados Unidos no exterior ou locais associados aos Estados Unidos e a cidadãos americanos em todo o mundo”.

Leia também: EUA dizem ter atacado forças ligadas ao Irã após ação que matou dois militares americanos

Pressão sobre mercado e política

A escalada do conflito impulsionou os preços do petróleo nas últimas semanas. Nesta terça-feira, o barril do Brent, referência internacional, era negociado próximo de US$ 90.

Nos Estados Unidos, o preço médio da gasolina comum atingiu US$ 4 por galão, aumentando a pressão sobre o orçamento das famílias às vésperas das eleições de meio de mandato.

Na segunda-feira (20), o presidente Donald Trump afirmou nas redes sociais que “toda vez que o Irã matar um soldado americano, pagará muitas vezes por essa morte”.

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