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Muse impulsiona ações da Meta e amplia aposta da empresa em agentes de inteligência artificial
Publicado 24/09/2026 • 22:45 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 24/09/2026 • 22:45 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Divulgação / Meta
As ações da Meta retomaram nesta semana os níveis mais altos registrados no verão de 2025, impulsionadas pelo interesse dos investidores no Muse, agente de inteligência artificial da empresa que pode abrir uma nova frente de receita além da publicidade.
Os papéis da companhia subiram 4,5% nesta quinta-feira (24), após uma alta superior a 11% na segunda-feira (21), o maior avanço em um único dia desde abril de 2025. A ação chegou a cerca de US$ 778, recuperando-se da mínima de aproximadamente US$ 525 registrada no fim de março.
A queda de março ocorreu após duas decisões judiciais relacionadas aos impactos das redes sociais da Meta sobre a saúde mental de jovens.
No fim de julho, as ações voltaram a recuar após os resultados da empresa serem pressionados pelos gastos com inteligência artificial, que podem chegar a US$ 145 bilhões neste ano.
A dimensão dos investimentos mantém dúvidas sobre a capacidade da Meta de transformar os recursos destinados à inteligência artificial em retorno financeiro. Atualmente, a empresa obtém quase toda sua receita com publicidade.
O cenário começou a mudar com o lançamento do Muse nos Estados Unidos, em 8 de setembro, e no Canadá, em 18 de setembro. Os dois países são, até o momento, os únicos mercados onde o agente está disponível.
Muse é um assistente de inteligência artificial capaz de executar múltiplas tarefas em nome do usuário, como reservar viagens, enviar e-mails e realizar compras.
O serviço é gratuito para usuários com mais de 18 anos, mas possui limites de utilização. A Meta também oferece assinaturas opcionais de US$ 20 ou US$ 100 por mês para uso mais intenso.
Em menos de duas semanas, o Muse foi baixado 1,8 milhão de vezes em iPhones na América do Norte, segundo a empresa de análise Apptopia.
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Siga o Times | CNBCComo comparação, o aplicativo do ChatGPT, da OpenAI, registrou 1,3 milhão de downloads quando foi lançado, em maio de 2023.
Durante a conferência anual Connect, realizada na quarta-feira (23), a Meta anunciou que o Muse será disponibilizado em breve em seus óculos inteligentes. A companhia também informou que firmou parcerias com varejistas como o Walmart, abrindo caminho para que o agente receba comissões sobre compras realizadas pelos usuários.
A expansão do Muse, no entanto, enfrenta obstáculos. No domingo (20), a Amazon bloqueou o acesso do agente à sua plataforma depois de acusar o software da Meta de não se identificar durante a navegação e de armazenar dados de login de clientes. A Meta nega que o Muse tenha acesso a senhas ou métodos de pagamento.
Na quinta-feira, o JPMorgan elevou o preço-alvo das ações da Meta para US$ 920 e avaliou que o Muse pode se tornar “o aplicativo de inteligência artificial para consumidores mais utilizado desde o ChatGPT”.
Outros analistas, porém, mantêm ressalvas sobre a adoção dos agentes de IA. Uma pesquisa recente da Oppenheimer mostrou que apenas 8% dos americanos confiariam à Meta o armazenamento de senhas de outros aplicativos, necessárias para que agentes executem determinadas tarefas em nome dos usuários. O índice foi de 30% para o Google.
O potencial de crescimento do Muse também está relacionado à escala da base de usuários da Meta. A empresa afirma ter mais de 3,6 bilhões de usuários diários em suas plataformas.
A companhia já utilizou essa base para expandir sua atuação em diferentes segmentos. Em 2023, lançou o Threads para concorrer com o X, adquirido por Elon Musk meses antes, quando a plataforma ainda se chamava Twitter.
O Threads alcançou 100 milhões de cadastros nos primeiros cinco dias, mas o ritmo de crescimento desacelerou. Em janeiro, a plataforma tinha aproximadamente 140 milhões de usuários ativos diariamente, segundo o TechCrunch.
O desempenho do Muse passa a ser acompanhado pelo mercado como um possível indicador da capacidade da Meta de transformar seus investimentos em inteligência artificial em novas fontes de receita, reduzindo a dependência do modelo baseado em publicidade.
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