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O copo meio cheio está vazando? O que esperar após o novo fechamento de Ormuz

Publicado 20/04/2026 • 12:37 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Analistas alertam que investidores complacentes correm o risco de uma surpresa desagradável ao subestimarem os desdobramentos da guerra com o Irã.
  • O alerta surge após o mercado reagir com um otimismo que se provou prematuro diante da breve reabertura do Estreito de Ormuz na última sexta-feira.
  • O sentimento positivo sobre o fim das hostilidades no Golfo vinha impulsionando as bolsas desde o acordo de cessar-fogo de duas semanas, firmado entre EUA e Irã em 7 de abril.

Foto: Reprodução

Navio no Estreito de Ormuz

Analistas alertam que investidores complacentes correm o risco de uma surpresa desagradável ao subestimarem os desdobramentos da guerra com o Irã. O alerta surge após o mercado reagir com um otimismo que se provou prematuro diante da breve reabertura do Estreito de Ormuz na última sexta-feira.

O sentimento positivo sobre o fim das hostilidades no Golfo vinha impulsionando as bolsas desde o acordo de cessar-fogo de duas semanas, firmado entre EUA e Irã em 7 de abril. Quando Teerã anunciou a abertura do Estreito para navegação na sexta, a resposta dos mercados foi imediata e vigorosa.

Na semana passada, o S&P 500 subiu 4,5%, enquanto o Nasdaq saltou 7,2% (registrando sua 13ª alta consecutiva) marca que não era atingida desde 1992. No entanto, o fôlego acabou nesta segunda-feira: as bolsas globais recuaram assim que o tráfego no Estreito foi interrompido novamente.

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Com o cessar-fogo prestes a expirar nesta terça-feira, estrategistas alertam que o mercado pode estar fazendo uma leitura errada do conflito. Para Matt Gertken, estrategista-chefe de geopolítica da BCA Research, os investidores se acostumaram com a dinâmica das tarifas de Donald Trump, mas esquecem que ele não tem o mesmo controle sobre o Oriente Médio.

“O mercado está tratando isso como se o presidente Trump fosse um maestro que aumenta e diminui a temperatura na hora que quer”, afirmou Gertken à CNBC. “Mas o cenário é outro: o Irã foi atacado e eles têm uma tolerância à dor muito maior do que se imagina.”

A euforia com a reabertura do Estreito de Ormuz (canal por onde passam 20% do petróleo e gás mundial) durou pouco, já que o Irã fechou a passagem no dia seguinte. Para a gestora Orbis, a retomada sustentável das bolsas depende diretamente da normalização do fluxo de energia.

“Está claro que o mercado está tentando ver o ‘copo meio cheio'”, disse Patrick O’Donnell, estrategista da Orbis. “Nosso foco é saber se o Estreito será realmente reaberto. Esses desdobramentos terão um efeito duradouro na economia global.”

O Deutsche Bank também recomendou cautela, traçando um paralelo “desconfortável” com 2022. Jim Reid, chefe de pesquisa macro do banco, lembrou que o S&P 500 subiu mais de 10% nas primeiras semanas da guerra na Ucrânia, impulsionado por uma esperança vã de um acordo rápido. Naquele ano, o índice acabou despencando e fechou com queda de 19%, o pior resultado desde a crise de 2008.

“Aquele episódio é um sinal de alerta claro”, concluiu Reid.

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