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O que o Líbano pode fazer diante de uma guerra que não controla?
Publicado 25/03/2026 • 20:08 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 25/03/2026 • 20:08 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O governo do Líbano enfrenta um cenário de extrema fragilidade, pressionado tanto por Israel, que busca eliminar o Hezbollah, quanto pelo próprio grupo, que endurece sua postura no contexto da guerra regional com o Irã.
O país foi arrastado para o conflito em 2 de março, após um ataque do Hezbollah contra Israel, que desencadeou retaliações em larga escala, deixando cerca de mil mortos e mais de um milhão de deslocados.
As autoridades libanesas vivem, segundo analistas, uma “escolha brutal”: agir contra o Hezbollah ou permitir que Israel o faça diretamente. A avaliação é de Faysal Itani, do Middle East Policy Council.
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Apesar da pressão internacional, o desarmamento do grupo não é imediato, e o governo tenta equilibrar ações políticas com a preservação da estabilidade interna.
Desde o início da guerra, medidas consideradas inéditas foram adotadas, como a proibição das atividades militares do Hezbollah e da presença da Guarda Revolucionária do Irã no país. Também houve a decisão de expulsar o embaixador iraniano, o que gerou reação do grupo.
Ainda assim, essas ações são vistas como limitadas na prática, já que o governo busca evitar um confronto direto, temendo rupturas internas e riscos à coesão das forças armadas.
O arsenal do Hezbollah permanece como o principal ponto de tensão no país. Embora o exército libanês tenha anunciado, em janeiro, o desmonte de estruturas militares na região ao sul do rio Litani, há indícios de que o grupo segue ativo na área.
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Para Israel, o exército libanês perdeu credibilidade, o que levou o país a ocupar a faixa entre a fronteira e o rio Litani com o argumento de garantir sua segurança.
Diante da escalada, o exército do Líbano recuou de áreas fronteiriças no início de março, buscando evitar envolvimento direto no conflito.
O líder do grupo, Naim Qasem, criticou o governo por, segundo ele, “criminalizar” a atuação do Hezbollah, enquanto outros dirigentes chegaram a comparar a postura oficial ao regime de Vichy, na França.
Segundo fontes diplomáticas, o grupo radicaliza suas posições, com apoio da Guarda Revolucionária iraniana, que teria ajudado na reorganização militar após o conflito de 2024.
O Hezbollah afirma ainda atuar em coordenação com forças iranianas em ataques contra Israel desde o início da guerra.
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Diante das limitações, o presidente Joseph Aoun propôs negociações com Israel condicionadas a uma trégua, iniciativa rejeitada por ambos os lados — por Israel e pelo próprio Hezbollah.
No momento, segundo fontes oficiais, o governo libanês tem pouca margem de ação além de esforços diplomáticos, tentando evitar ataques a infraestruturas críticas e conter os impactos da guerra sobre o país.
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