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O que prevê o projeto de lei sobre habitação que Trump se recusa a sancionar?
Publicado 12/07/2026 • 06:30 | Atualizado há 48 minutos
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Publicado 12/07/2026 • 06:30 | Atualizado há 48 minutos
KEY POINTS
Official White House Photo by Molly Riley
O que prevê o projeto de lei sobre habitação que Trump se recusa a sancionar?
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não pretende assinar um projeto de lei bipartidário sobre habitação aprovado pelo Congresso. A medida busca ampliar a oferta de moradias e reduzir barreiras para a construção de novas casas no país.
A decisão ocorreu como forma de pressão contra parlamentares pela aprovação de outra proposta defendida pelo presidente, a chamada Lei SAVE America.
O texto estabelece a exigência de comprovação de cidadania para o registro eleitoral e prevê a apresentação de documento de identidade para votar em eleições federais, segundo o The Wall Street Journal.
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Apesar da declaração de Trump, a Casa Branca ainda não informou se o presidente pretende vetar o projeto habitacional. Caso ele não tome nenhuma medida dentro do prazo previsto, a proposta poderá entrar em vigor automaticamente.
O projeto de lei habitacional aprovado pelo Congresso reúne aproximadamente 50 medidas voltadas ao mercado imobiliário dos Estados Unidos. A proposta pretende facilitar a construção de novas moradias, ampliar a disponibilidade de imóveis e enfrentar alguns dos obstáculos que dificultam o acesso à habitação.
Entre as medidas previstas está a tentativa de reduzir entraves regulatórios que atrasam novos empreendimentos. Além disso, o texto inclui iniciativas para incentivar a construção de casas e tornar o mercado mais acessível para a população.
No entanto, especialistas do setor avaliam que a legislação não resolve todos os problemas relacionados ao alto custo da moradia. Isso ocorre porque grande parte das limitações para a construção de novos imóveis está ligada a regras locais de zoneamento e normas municipais, áreas nas quais o governo federal tem pouca autoridade.
Mesmo assim, parlamentares defendem que a medida representa um avanço. Segundo eles, o projeto cria novas ferramentas para estimular a oferta de imóveis em um momento de preocupação dos eleitores com o aumento dos custos de moradia.
Trump decidiu não assinar o projeto habitacional como forma de pressionar o Congresso a aprovar a Lei SAVE America, uma proposta que tem como objetivo alterar regras relacionadas ao processo eleitoral.
Em uma publicação na rede social Truth Social, o presidente afirmou que a rejeição da medida representa uma ameaça política. Segundo Trump, parlamentares que se posicionam contra a proposta podem sofrer consequências. Segundo Trump, o Congresso deveria priorizar a legislação eleitoral antes da sanção do projeto de habitação.
Entretanto, líderes republicanos do Senado afirmam que a proposta eleitoral ainda não possui apoio suficiente para avançar. Por isso, o projeto permanece parado no Legislativo.
Além da exigência de comprovação de cidadania e documento de identificação para votar, Trump também defende restrições à votação por correio e outras mudanças relacionadas ao sistema eleitoral americano.
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A posição de Trump surpreendeu parlamentares que esperavam transformar o projeto habitacional em uma das poucas conquistas com apoio dos dois partidos em um tema considerado prioritário pelos eleitores.
Antes da mudança de posição do presidente, o republicano Mike Johnson, presidente da Câmara dos Representantes, havia afirmado que encaminharia a proposta para a Casa Branca.
O texto chegou ao governo em 29 de junho, iniciando o prazo para que Trump decidisse entre assinar, vetar ou permitir que a medida entrasse em vigor sem sua assinatura.
O setor imobiliário também acompanhava a tramitação do projeto. Durante meses, representantes de construtoras e incorporadoras participaram de discussões para garantir que as novas regras não prejudicassem seus negócios.
A Casa Branca chegou a demonstrar apoio à proposta, principalmente por causa de uma medida que restringe a compra de determinadas casas unifamiliares por investidores institucionais. A iniciativa também era defendida por Trump anteriormente.
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Mesmo após Trump afirmar que não assinará o projeto, representantes do setor imobiliário continuam se preparando para uma possível entrada em vigor da legislação.
David Dworkin, diretor-executivo da National Housing Conference, afirmou que a organização utiliza inteligência artificial para analisar as disposições do texto. O objetivo é desenvolver um plano de implementação caso a medida avance.
Segundo ele, o principal desafio será garantir que a aprovação do projeto resulte em ações concretas e não fique apenas no papel.
Agora, o futuro da legislação depende da decisão final de Trump. Caso o presidente não apresente um veto, o projeto poderá se tornar lei automaticamente, mesmo sem sua assinatura.
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