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ONU realiza segunda votação indicativa para escolher próximo secretário-geral

Publicado 21/08/2026 • 11:00 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Conselho de Segurança das Nações Unidas realiza uma segunda votação indicativa para avaliar os oito candidatos ao cargo de secretário-geral.
  • Processo ocorre em meio a divergências entre os países-membros e a pressões sobre o papel e o financiamento da ONU.
  • A composição da disputa também ocorre em meio à pressão por uma mulher no comando da organização pela primeira vez.

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres

O Conselho de Segurança das Nações Unidas realiza nesta sexta-feira (21) uma segunda votação indicativa para avaliar os oito candidatos ao cargo de secretário-geral da organização. O processo ocorre em meio a divergências entre os países-membros e a pressões sobre o papel e o financiamento da ONU.

A votação, realizada a portas fechadas, reúne os 15 integrantes do Conselho. Cada país deve classificar os candidatos, de forma anônima, como “apoia”, “não apoia” ou “sem opinião”. O atual secretário-geral, António Guterres, deixará o cargo em 31 de dezembro, após dois mandatos de cinco anos.

A disputa reúne cinco mulheres e três homens. A maioria dos nomes vem da América Latina, região que reivindica o posto com base na tradição informal de alternância geográfica adotada pela ONU.

A composição da disputa também ocorre em meio à pressão por uma mulher no comando da organização pela primeira vez.

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Na primeira votação indicativa, realizada em 30 de julho, Rebeca Grynspan, da Costa Rica, recebeu o maior número de manifestações favoráveis. Ex-vice-presidente do país e atual chefe da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), ela tem 70 anos.

Também estão na disputa Carolyn Rodrigues-Birkett, da Guiana; Rafael Grossi, da Argentina; Michelle Bachelet, do Chile; María Fernanda Espinosa, do Equador; Olara Otunnu, de Uganda; Macky Sall, do Senegal; e Ivonne Baki, do Equador.

Votação pode reduzir número de candidatos

O resultado desta sexta-feira poderá alterar a posição relativa dos concorrentes e indicar quais campanhas têm condições de continuar. O analista Daniel Forti, do International Crisis Group, afirmou que os diplomatas esperam mudanças na distribuição dos votos em relação à primeira rodada.

O processo também pode levar alguns candidatos a abandonar a disputa caso não consigam apoio suficiente para avançar.

Ainda não há prazo definido para a conclusão da escolha. Além das rodadas indicativas, novas candidaturas podem ser apresentadas caso os países não consigam chegar a um acordo.

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Conselho de Segurança tem papel decisivo

Para ser indicado pelo Conselho de Segurança, um candidato precisa obter ao menos nove votos entre os 15 integrantes e não receber veto de nenhum dos cinco membros permanentes: Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido.

Depois da indicação pelo Conselho, o nome é encaminhado à Assembleia Geral da ONU, que formaliza a nomeação.

A etapa de votação ocorre em um contexto de dificuldades para a organização. As divisões entre as principais potências limitam a atuação do Conselho em diferentes conflitos, enquanto restrições financeiras afetam programas humanitários e operações de paz.

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também tem adotado uma postura crítica em relação à atuação e ao financiamento da ONU.

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Possibilidade de novas candidaturas

A falta de consenso mantém o resultado em aberto. O representante permanente da Rússia na ONU, Vassili Nebenzia, afirmou na quinta-feira (20) que outros nomes podem entrar na disputa caso os atuais candidatos não consigam superar um eventual impasse.

A segunda votação, portanto, deve servir como mais uma etapa para medir o apoio entre os integrantes do Conselho de Segurança, sem necessariamente definir o próximo secretário-geral. O processo pode se estender por semanas ou meses até que seja alcançado um acordo.

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