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‘Robôs assassinos’ devem ser proibidos? ONU reacende debate sobre I.A na guerra

Publicado 08/07/2026 • 09:14 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O avanço da inteligência artificial já transformou setores como saúde, indústria e educação.
  • Agora, a tecnologia também ocupa um espaço cada vez maior nas estratégias militares.
  • Esse cenário fez a Organização das Nações Unidas (ONU) voltar a discutir os limites do uso da I.A. em conflitos armados.
Robô

Foto: Magnific

'Robôs assassinos' devem ser proibidos ONU reacende debate sobre I.A na guerra

O avanço da inteligência artificial já transformou setores como saúde, indústria e educação. Agora, a tecnologia também ocupa um espaço cada vez maior nas estratégias militares. Com esse avanço, a Organização das Nações Unidas (ONU) voltou a discutir os limites do uso da I.A. em conflitos armados.

Com isso, o debate ganhou força após um novo posicionamento do secretário-geral da ONU, António Guterres, defender a criação de regras internacionais para impedir o uso de armas autônomas letais, conhecidas popularmente como “robôs assassinos”.

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ONU pede proibição da I.A.

Durante um discurso em Genebra, António Guterres afirmou que a comunidade internacional precisa impedir que máquinas tenham autonomia para escolher alvos e tirar vidas sem participação humana.

Segundo ele, sistemas desse tipo são “inaceitáveis” e precisam ser proibidos pelo direito internacional. Além disso, o secretário-geral alertou que apenas os seres humanos devem tomar decisões sobre a vida de uma pessoa. 

Além disso, Guterres participou da abertura de uma semana de reuniões sobre governança da inteligência artificial. Os encontros reúnem representantes de governos e especialistas para discutir formas de regulamentar o uso da tecnologia em diferentes áreas, incluindo segurança e proteção infantil.

Por que a pauta voltou ao debate?

A discussão ganhou força após sistemas de inteligência artificial criados para uso civil passarem a integrar operações militares e centros de comando em vários países.

Com isso, surgiram dúvidas sobre até onde a tecnologia pode atuar em um conflito. Especialistas discutem quando a inteligência artificial deve apenas auxiliar militares e em quais situações um ser humano precisa tomar a decisão final.

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Dessa forma, o tema também envolve quem deve definir essas regras e quais limites precisam existir para impedir que máquinas assumam funções consideradas críticas durante uma guerra.

Caso Anthropic serviu como exemplo

A polêmica aumentou no início deste ano após um impasse entre a empresa de inteligência artificial e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Recentemente, a Anthropic lançou o Claude Fable 5, que foi bloqueado pelas autoridades após o chatbot apontar preocupações de segurança nacional.

Após uma forte negociação entre as autoridades americanas e a companhia, um dos modelos do novo lançamento foi liberado para uso geral, com restrições que garantem a segurança.

Já o Mythos 5 foi definido como avançado e só está liberado para participantes do programa Glasswing. O governo autorizou o acesso ao modelo apenas para um grupo de empresas dos Estados Unidos.

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Debate sobre regulamentação da I.A.

A discussão sobre o assunto aumentou enquanto cresce a preocupação mundial com os impactos da inteligência artificial. Além do uso militar, governos e especialistas acompanham temas como substituição de empregos, aumento do consumo de energia e segurança dos sistemas.

Ao encerrar seu discurso em Genebra, António Guterres reforçou que a comunidade internacional não deve esperar uma tragédia relacionada à I.A. para criar regras. Com isso, segundo ele, algumas decisões precisam permanecer sob responsabilidade humana, principalmente aquelas relacionadas ao direito de tirar uma vida.

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