Uma operação internacional liderada pela Guarda Civil da Espanha resultou na prisão de cinco integrantes de uma rede criminosa especializada em fraudes com investimentos em criptomoedas nesta quinta-feira (3).
A ação, chamada de Operação Borrelli, contou com o apoio da Europol e de autoridades policiais dos Estados Unidos, Estônia e França.
A investigação revelou que a organização criminosa enganou mais de 5 mil vítimas ao redor do mundo, acumulando cerca de 460 milhões de euros (aproximadamente R$ 2,93 bilhões, na cotação atual) em lucros ilegais por meio de falsas promessas de investimentos em ativos digitais.
Operação internacional derrubou esquema bilionário de fraude com criptomoedas
Divulgação/Europol
Uma operação internacional liderada pela Guarda Civil da Espanha resultou na prisão de cinco integrantes de uma rede criminosa especializada em fraudes com investimentos em criptomoedas nesta quinta-feira (3).
A ação, chamada de Operação Borrelli, contou com o apoio da Europol e de autoridades policiais dos Estados Unidos, Estônia e França.
Durante a ação, foram realizadas cinco prisões — três nas Ilhas Canárias e duas em Madri — além de buscas em endereços relacionados aos suspeitos nas mesmas regiões. A investigação revelou que a organização criminosa enganou mais de 5 mil vítimas ao redor do mundo, acumulando cerca de 460 milhões de euros (aproximadamente R$ 2,93 bilhões, na cotação atual) em lucros ilegais por meio de falsas promessas de investimentos em ativos digitais.
Segundo os investigadores, o grupo operava com uma estrutura altamente organizada, utilizando representantes em diversos países para movimentar fundos por meio de saques em dinheiro, transferências bancárias e transações em criptomoedas. Para dificultar o rastreamento, os criminosos teriam criado uma rede de empresas e contas bancárias sediadas em Hong Kong, usando identidades falsas e múltiplas plataformas de criptoativos para receber e ocultar os valores obtidos ilegalmente.
A Europol passou a apoiar o caso em 2023, oferecendo suporte estratégico, coordenação internacional e especialistas em crimes financeiros. No dia da operação, a agência enviou um especialista em criptoativos à Espanha para colaborar com os investigadores locais, o que contribuiu significativamente para o sucesso da ação.
As autoridades envolvidas na investigação incluem a Polícia e Guarda de Fronteira da Estônia, a Gendarmaria Nacional da Nova Caledônia (França), o Departamento de Investigações de Segurança Interna dos EUA (HSI) e a própria Europol.
O caso reforça os alertas emitidos no Relatório de Ameaças da Criminalidade Organizada e Grave na UE (EU SOCTA), divulgado em março de 2025, que aponta a fraude online como uma das principais ameaças à segurança interna da União Europeia. Segundo o relatório, esse tipo de crime cresce em escala e sofisticação, impulsionado pelo uso da inteligência artificial, que facilita a engenharia social e o acesso indevido a dados sensíveis.
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