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Com ataques ao Líbano ainda ocorrendo, Irã ameaça romper cessar-fogo e mantém Estreito de Ormuz fechado para petroleiros
Publicado 08/04/2026 • 12:17 | Atualizado há 55 minutos
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Publicado 08/04/2026 • 12:17 | Atualizado há 55 minutos
KEY POINTS
O cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã completou mais de 12 horas nesta quarta-feira (8) sem que o tráfego pelo Estreito de Ormuz voltasse a funcionar. Teerã impõe condições unilaterais à passagem de navios, cobra pedágio em criptomoeda e inspeciona cada embarcação, esvaziando na prática o acordo que deveria reabrir o corredor por onde passa 20% do petróleo mundial.
O Irã afirma que sairá do acordo de cessar-fogo com os EUA se Israel continuar a violá-lo por meio de ataques ao Líbano, disse uma fonte informada à agência de notícias semioficial iraniana Tasnim. “O Irã se retirará do acordo se as violações do cessar-fogo pelo regime sionista continuarem por meio de ataques ao Líbano”, disse a fonte.
De acordo com a Al Jazeera, a fonte acrescentou que Teerã está reavaliando a situação em meio ao que descreveu como “contínuas violações israelenses” ligadas a ataques no Líbano. Segundo a fonte, os EUA aceitaram uma suspensão dos combates em todas as frentes, incluindo contra a “resistência islâmica” do Líbano, no âmbito de um plano de cessar-fogo proposto com duração de duas semanas.
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A postura iraniana contradiz diretamente Washington. O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, afirmou nesta quarta-feira (8) que “o estreito está aberto”. O presidente Donald Trump publicou nas redes sociais que os EUA vão “ajudar com o acúmulo de tráfego no Estreito de Ormuz”. No terreno, o fluxo de navios conta outra história.
Nesta manhã, embarcações cruzaram a via marítima após o acordo de cessar-fogo de duas semanas firmado entre Estados Unidos e Irã, segundo o monitor marítimo MarineTraffic.
O cargueiro de bandeira grega NJ Earth atravessou o Estreito às 8h44 (UTC), enquanto o Daytona Beach, de bandeira liberiana, transitou mais cedo, às 6h59 (UTC), pouco depois de partir do porto iraniano de Bandar Abbas, às 5h28.
O Irã planeja exigir que empresas de navegação paguem pedágios em criptomoeda para liberar a passagem de petroleiros, segundo reportagem do Financial Times publicada nesta quarta-feira (8). Cada embarcação também será inspecionada em busca de armamentos, conforme porta-voz da união de exportadores de produtos petrolíferos iranianos.
Para um executivo do setor de seguros marítimos, que preferiu não se identificar, o potencial de cobrança elevada é um dos principais entraves para a retomada do tráfego.
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Teerã condicionou a passagem à “coordenação com as Forças Armadas iranianas e à observância de limitações técnicas”. A ressalva, inserida logo após o anúncio do cessar-fogo, alimentou a incerteza no setor marítimo e colocou em dúvida se o acordo representa uma reabertura real ou apenas formal.
O serviço de rastreamento MarineTraffic confirmou que dois navios atravessaram o estreito desde o cessar-fogo: o NJ Earth e o Daytona Beach. Ambos são graneleiros de carga seca, não petroleiros, o que limita o impacto dos movimentos para o mercado de energia.
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Antes da guerra, entre 100 e 120 embarcações comerciais atravessavam Ormuz por dia, a maioria petroleiros, segundo dados da Kpler. Com os ataques iranianos a navios comerciais, o fluxo caiu para poucos barcos diários.
Na semana de 30 de março a 5 de abril, 72 embarcações fizeram o trajeto, a semana mais movimentada desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, mas ainda 90% abaixo do volume normal, conforme dados da Lloyd’s List. Cerca de 80% das embarcações tinham vínculo com o Irã e 13% eram de propriedade chinesa.
Matt Smith, analista de petróleo da Kpler, projeta que o número de travessias deve seguir limitado. “Podemos ver apenas 10 a 15 navios, dado que o Irã ainda está verificando quem passa. Seria um ritmo semelhante ao dos últimos dias”, disse à CNBC.
A gigante do transporte marítimo Maersk celebrou o cessar-fogo, mas sinalizou que não fará mudanças operacionais por enquanto. “As informações disponíveis ainda são muito limitadas e estamos trabalhando com urgência para obter mais clareza”, disse a empresa em nota.
“O cessar-fogo pode criar oportunidades de trânsito, mas ainda não oferece plena certeza marítima e precisamos entender todas as condições eventualmente vinculadas ao acordo”, completou a Maersk.
Centenas de embarcações seguem paradas na região, efetivamente presas desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.
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