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Países em desenvolvimento vivem pior aperto em 50 anos, diz Banco Mundial
Publicado 03/12/2025 • 20:26 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 03/12/2025 • 20:26 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
Sede do Banco Mundial, em Washington nos Estados Unidos.
Sede do Banco Mundial, em Washington nos Estados Unidos. Wikipédia Commons
Países em desenvolvimento pagaram US$ 741 bilhões a mais em amortizações e juros do que receberam em novos financiamentos entre 2022 e 2024, segundo relatório do Banco Mundial divulgado nesta quarta-feira (3). O montante negativo é o maior em pelo menos meio século.
Apesar de um alívio momentâneo em 2024 — graças ao pico dos juros globais e à reabertura do mercado de bônus —, o custo foi alto: as captações externas saíram, em média, a 10% ao ano, o dobro do patamar pré-2020. Ainda assim, US$ 90 bilhões em dívidas foram renegociados, maior volume desde 2010, e investidores de títulos injetaram US$ 80 bilhões líquidos.
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“As condições financeiras globais podem estar melhorando, mas os países em desenvolvimento não devem se enganar, eles não estão fora de perigo”, alertou Indermit Gill, economista-chefe do Banco Mundial. Ele recomenda que governos aproveitem a trégua para ajustar as contas públicas.
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Siga o Times | CNBCA dívida externa total dos países de baixa e média renda alcançou o recorde de US$ 8,9 trilhões em 2024. Desse total, US$ 1,2 trilhão corresponde aos 78 países aptos a tomar recursos da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA). Apenas em juros, essas nações desembolsaram US$ 415 bilhões no ano passado — verba que poderia financiar educação básica, saúde primária e infraestrutura essencial.
Com o encarecimento do crédito oficial, o Banco Mundial tornou-se o maior financiador líquido dos países IDA, aportando US$ 18,3 bilhões além dos pagamentos recebidos e concedendo US$ 7,5 bilhões em doações.
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