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Paramount fecha acordo com estados americanos e avança em processo de aquisição da Warner Bros. Discovery
Publicado 21/09/2026 • 13:23 | Atualizado há 45 minutos
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Publicado 21/09/2026 • 13:23 | Atualizado há 45 minutos
KEY POINTS
Foto: Reprodução/Montagem
A Paramount Skydance fechou um acordo com um grupo de estados americanos que foram à Justiça para impedir sua fusão com a Warner Bros. Discovery. O entendimento abre caminho para a conclusão da operação, estimada em aproximadamente US$ 110 bilhões.
Os termos finais do acordo ainda não foram divulgados oficialmente. Segundo informações da imprensa dos Estados Unidos, a Paramount não será obrigada a vender canais de televisão por assinatura como condição para seguir com a aquisição.
A ação antitruste era liderada pelo procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, e contava com a participação de outros 11 estados.
Leia também: Em compasso de espera: onde a demora da fusão com a Paramount deixa a WBD e o que pode acontecer
A ação judicial foi apresentada em julho sob o argumento de que a união das empresas poderia reduzir a concorrência nos mercados de cinema e televisão paga.
O julgamento estava previsto para março, e a disputa poderia manter a operação indefinida até meados de 2027. Diante do processo, a Paramount chegou a aceitar um adiamento do fechamento da transação enquanto a questão fosse analisada pela Justiça.
A extensão do prazo também representava um impacto financeiro relevante. Pelo contrato da fusão, a Paramount teria de pagar aos acionistas da Warner Bros. Discovery uma compensação adicional caso a operação não fosse concluída até 30 de setembro.
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Siga o Times | CNBCEsse mecanismo previa um acréscimo de US$ 0,25 por ação a cada trimestre de atraso. A estimativa era de que o custo adicional pudesse chegar a aproximadamente US$ 650 milhões por trimestre.
Embora o conteúdo integral do acordo ainda não seja conhecido, agências internacionais informam que o entendimento prevê a criação de conselhos editoriais independentes para CNN e CBS.
Há também a definição de uma obrigação relacionada à produção cinematográfica. A Paramount havia assumido o compromisso de lançar 30 filmes por ano, e o descumprimento dessa meta poderia resultar em multa de US$ 30 milhões por produção não realizada.
A fusão combina alguns dos principais ativos das duas companhias no setor de entretenimento e mídia.
A nova estrutura reunirá os estúdios Paramount Pictures e Warner Bros., além de redes de televisão. No segmento de streaming, a empresa passará a controlar Paramount+ e HBO Max.
O negócio já havia recebido aval de órgãos reguladores dos Estados Unidos e de outros países antes do processo movido pelos estados.
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