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Petrobras avança 6,5% em Nova York com disparada do petróleo acima de US$ 100
Publicado 09/03/2026 • 08:40 | Atualizado há 5 horas
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Publicado 09/03/2026 • 08:40 | Atualizado há 5 horas
KEY POINTS
A arrecadação de royalties do petróleo registrou alta em 2025, mesmo diante de um preço médio do barril inferior ao de 2024. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (26) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o total arrecadado chegou a R$ 62,2 bilhões, avanço de 6,8% em relação aos R$ 58,2 bilhões do ano anterior. De acordo com a ANP, o crescimento ocorreu apesar do recuo nos preços internacionais do petróleo, indicando que fatores como maior volume de produção e exportação podem ter contribuído para a elevação da receita distribuída aos entes federativos. Do montante arrecadado em 2025, os estados receberam R$ 16,6 bilhões, enquanto os municípios ficaram com R$ 21,1 bilhões, reforçando a importância dos royalties para o equilíbrio fiscal de governos regionais, especialmente em áreas produtoras. Leia também: Depois da Petrobras: qual é a segunda empresa mais valiosa da América Latina? A União concentrou R$ 24,5 bilhões, que serão destinados a diferentes fundos e áreas estratégicas. Segundo a ANP, os recursos serão distribuídos entre o Fundo Especial (R$ 5,2 bilhões), o Comando da Marinha (R$ 1 bilhão), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (R$ 1 bilhão), o Fundo Social (R$ 4,8 bilhões) e as áreas de Educação e Saúde (R$ 11,9 bilhões). Os royalties são compensações financeiras pagas pelas empresas produtoras à União, estados e municípios pela exploração de petróleo e gás natural, sendo uma das principais fontes de receita para localidades produtoras e para o financiamento de políticas públicas federais. (*Com informações do Estadão Conteúdo)
Os papéis da Petrobras negociados em Nova York avançavam mais de 6,5% no pré-mercado desta segunda-feira, acompanhando a disparada do petróleo após o Irã indicar o filho do aiatolá Ali Khamenei como novo líder supremo do país. O movimento sinalizou aos mercados que Teerã não pretende recuar do conflito com Estados Unidos e Israel.
O barril do WTI subia 12%, a US$ 101,85, enquanto o Brent avançava 12,86%, a US$ 104,61, segundo dados da Nymex e da ICE às 7h23 (horário de Brasília). O Brent é o contrato utilizado pela Petrobras para contratos de compra e venda.
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A indicação de Mojtaba Khamenei como sucessor do pai, morto pelos EUA e Israel nos primeiros dias do conflito, foi o gatilho para a nova rodada de alta. Para os mercados, o gesto indica que o regime iraniano aposta na continuidade da guerra.
William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, avalia que a escalada do conflito no fim de semana, com seus impactos potenciais sobre o Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, eleva as preocupações com a oferta global de energia.
“O fechamento do estreito reduziria a oferta de petróleo, gerando um choque no mercado e, consequentemente, o aumento dos preços”, afirmou.
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Israel realizou ataques que atingiram cerca de 30 depósitos de combustível no Irã ao longo do fim de semana, mirando a infraestrutura logística do país. Um dos alvos foi a ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo iraniano, responsável por 90% das exportações do país.
As autoridades iranianas já alertaram para a possibilidade de retaliação em caso de novos ataques à infraestrutura energética, o que aumenta a expectativa de novas ações e de minas no Estreito de Ormuz.
A alta do petróleo também reflete os cortes anunciados por membros da Opep. Kuwait, Iraque e Emirados Árabes Unidos reduziram ou paralisaram a produção porque os tanques de armazenamento chegaram ao limite, sem possibilidade de escoamento pelo Estreito de Ormuz.
André Perfeito, do Garantia Capital, também destacou o impacto do choque de preços para os mercados emergentes. “Este choque de preços irá necessariamente desorganizar os mercados nos próximos dias, elevando a percepção de risco. Moedas devem perder contra o dólar e a discussão sobre o tamanho do afrouxamento monetário no Brasil pode entrar na pauta”, escreveu Perfeito em nota a clientes.
A CME, bolsa de derivativos de Chicago, já aumentou os requisitos de margem para operações com contratos futuros de petróleo e seus derivados. A medida busca reduzir a alavancagem excessiva em meio à volatilidade dos preços. Castro Alves ressaltou que parte da alta do barril tem componente especulativo e recomenda cautela antes de tomar decisões baseadas nos movimentos de curto prazo.
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