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Brasil tem posição privilegiada na crise global do diesel em comparação a outros países, diz ex-presidente da Petrobras
Publicado 27/03/2026 • 19:39 | Atualizado há 1 hora
Publicado 27/03/2026 • 19:39 | Atualizado há 1 hora
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A crise global no preço dos combustíveis, intensificada pelos conflitos no Oriente Médio, colocou o governo federal e os estados em um impasse sobre subsídios ao diesel, afirmou Jean Paul Prates, ex-senador e ex-presidente da Petrobras, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele comparou o cenário atual com crises anteriores e alertou para o sacrifício fiscal das unidades federativas: “Os governadores vão buscar uma compensação, já que o orçamento dos estados depende muito mais do ICMS do combustível do que o da União. É preciso garantir que eles não tenham cortes em investimentos essenciais como educação, saúde e segurança, que são pagos em grande parte por essa receita”, explicou.
Prates destacou que, embora o barril do petróleo tipo Brent esteja operando na casa dos US$ 112 (R$ 589,12), a autossuficiência brasileira ajuda a amortecer o impacto. “O Brasil refina pelo menos 80% do diesel que precisa. Encerramos a paridade de importação para praticar um preço de mercado brasileiro que absorve fatores internos, mas uma crise dessa magnitude exige medidas emergenciais que podem implicar em acordos temporários sobre o valor fixo do imposto por litro”, afirmou.
Sobre a proposta de subsídio de R$ 1,20 por litro, o ex-senador ressaltou que a eficácia da medida depende da duração do conflito internacional e das decisões de Donald Trump. “Se tivermos esse preço elevado por mais seis meses, essa solução ajudará por um ou dois meses, mas depois novas medidas serão necessárias. A ideia é não fazer um esforço além do necessário para não comprometer a capacidade dos estados de custear serviços públicos básicos”, avaliou.
Questionado sobre a atual gestão da Petrobras, o ex-presidente da estatal elogiou a continuidade operacional técnica mesmo sob pressão externa. “A empresa vem cumprindo seu papel, quebrando recordes de produção e administrando as refinarias na capacidade máxima. Ela está se desdobrando para cobrir o gap da crise e abastecer o país, entregando ao mesmo tempo segurança ao acionista e rentabilidade em um momento de alta volatilidade”, pontuou.
Jean Paul Prates concluiu que, apesar das dificuldades, a posição do Brasil é privilegiada em comparação a países europeus e asiáticos que já enfrentam racionamento. “Países na Ásia já têm decretos de feriados e escolas fechando por falta de diesel. O Brasil está muito bem porque as medidas aqui são temporárias; assim que a tensão geopolítica diminuir, voltaremos a praticar preços compostos por fatores internos e externos com normalidade”.
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