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Petróleo dispara e Brent supera US$ 100 com escalada de tensão no Oriente Médio

Publicado 23/07/2026 • 16:24 | Atualizado há 42 minutos

KEY POINTS

  • Petróleo Brent voltou a fechar acima de US$ 100 por barril após disparar mais de 7%.
  • Redução do tráfego no Estreito de Ormuz e riscos no Mar Vermelho sustentaram a alta.
  • Escalada entre Estados Unidos, Irã e houthis ampliou preocupações com a oferta global.

Os contratos internacionais de petróleo encerraram esta quinta-feira (23) em forte alta, impulsionados pelo agravamento das tensões no Oriente Médio e pelos temores de interrupções no transporte da commodity. O avanço foi suficiente para levar o Brent de volta ao patamar de US$ 100 por barril, em meio à queda do fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz e ao aumento dos riscos para a navegação no Mar Vermelho.

O contrato do WTI para setembro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), subiu 6,17%, ou US$ 5,36 (R$ 27,39), e fechou cotado a US$ 92,19 (R$ 471,09) por barril. Já o Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), avançou 7,04%, equivalente a US$ 6,62 (R$ 33,83), encerrando a US$ 100,69 (R$ 514,53) por barril.

Rotas sob pressão

O mercado reagiu à deterioração do cenário de segurança nas principais rotas de exportação de petróleo. O tráfego pelo Estreito de Ormuz permanece significativamente abaixo dos níveis registrados em junho, enquanto dados da Kpler indicam que parte das embarcações passou a evitar o Mar Vermelho, redirecionando suas viagens diante da escalada dos riscos.

Além das restrições em Ormuz, o aumento das tensões entre os houthis do Iêmen e a Arábia Saudita elevou as preocupações em torno da segurança do Estreito de Bab-el-Mandeb, outra passagem estratégica para o comércio marítimo internacional.

Conflito sem trégua

Os preços já operavam em alta desde a madrugada, depois que as forças dos Estados Unidos anunciaram a conclusão de uma nova rodada de ataques contra o Irã, na 12ª noite consecutiva de ofensivas. Em resposta, Teerã manteve ações de retaliação em países do Golfo Pérsico.

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Washington também informou o envio de mais tropas, equipes médicas e armamentos ao Oriente Médio, ampliando sua capacidade de resposta militar na região.

“O conflito entre Estados Unidos e Irã não mostrou sinais de arrefecimento, e também não há indicação de qualquer acordo de paz emergindo”, afirmaram analistas do Deutsche Bank.

Trump endurece discurso

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que avalia seriamente lançar uma nova ofensiva militar de grande escala contra o Irã. Segundo ele, uma eventual operação seria superior à Operação Epic Fury.

O republicano também ameaçou ampliar as ações militares contra os houthis caso o grupo continue interferindo nas rotas comerciais da região do Golfo e afirmou que o governo americano responsabilizará o Irã por novas investidas dos rebeldes.

Trump acrescentou ainda que o acordo de cooperação nuclear civil entre Estados Unidos e Arábia Saudita deverá avançar, mas ressaltou que sua aprovação continua condicionada à adesão saudita aos Acordos de Abraão, iniciativa diplomática patrocinada por Washington para normalizar as relações entre Israel e países árabes.

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