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Estoques globais de petróleo podem atingir mínimas históricas se Estreito de Ormuz permanecer fechado
Publicado 16/05/2026 • 11:18 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 16/05/2026 • 11:18 | Atualizado há 4 semanas
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Foto: Freepik
Os estoques globais de petróleo caem em ritmo acelerado para compensar a grande interrupção de oferta no Oriente Médio e podem atingir níveis críticos se o Estreito de Ormuz não for reaberto.
A Agência Internacional de Energia (AIE) alertou nesta semana, em seu relatório mensal, que preços mais altos para petróleo e combustíveis são prováveis antes do pico de demanda do verão no hemisfério norte.
“Reservas em rápida contração em meio a interrupções contínuas podem anunciar futuros picos de preços”, disse a AIE.
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O mercado de petróleo ainda não sentiu o impacto total da perda de oferta graças aos estoques comerciais mantidos pela indústria, às reservas de emergência controladas por governos e aos petroleiros em trânsito, disse o presidente-executivo da ExxonMobil, Darren Woods, na teleconferência de resultados do primeiro trimestre da companhia.
Esses estoques atenuaram o impacto da interrupção em março e abril, segundo Woods. Mas as reservas comerciais vão eventualmente cair a níveis em que não podem mais funcionar como fonte de abastecimento.
“Antecipamos que, à medida que isso aconteça e o estreito permaneça fechado, continuaremos a ver preços mais elevados no mercado”, afirmou Woods.
As reservas estavam próximas de uma máxima de uma década, em pouco mais de 8 bilhões de barris ao fim de fevereiro, estimou o banco suíço UBS em relatório divulgado na terça-feira (13). Até o fim de abril, os estoques caíram para 7,8 bilhões de barris.
As reservas devem se aproximar de mínimas históricas de 7,6 bilhões de barris até o fim de maio, se a demanda permanecer estável em relação ao mês anterior, segundo analistas do UBS. Uma queda a esse nível pressionaria a cadeia de abastecimento, alertou o JPMorgan em nota de 30 de abril.
Bilhões de barris em estoque podem parecer muito, mas na prática apenas cerca de 800 milhões de barris estão disponíveis sem pressionar o sistema, segundo os analistas do JPMorgan. O restante é necessário para manter oleodutos e tanques em níveis mínimos de operação para que a cadeia de abastecimento funcione de forma eficiente.
“Como a pressão sanguínea no corpo humano, a questão é a circulação”, disse Natasha Kaneva, chefe de estratégia global de commodities do JPMorgan. “O sistema não falha porque o petróleo desaparece. Falha porque a rede de circulação não tem mais volume operacional suficiente.”
🔍 Reservas estratégicas de petróleo são estoques mantidos por governos para uso em situações de emergência, como guerras ou interrupções graves de abastecimento. Nos EUA, esse estoque é chamado de Strategic Petroleum Reserve e pode ser liberado por ordem presidencial para estabilizar o mercado.
Os estoques globais cairiam a um nível criticamente baixo de 6,8 bilhões de barris até setembro se Ormuz seguir fechado, segundo projeção do JPMorgan. Os estoques de derivados atingiriam níveis críticos antes, em julho ou agosto, de acordo com previsão da consultoria Rapidan Energy.
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Seguir no GoogleA economia global poderia “paralisar, com infraestruturas de transporte críticas incapazes de obter combustível a qualquer preço”, disseram analistas da Rapidan em nota de 7 de maio.
Ainda assim, os analistas avaliam que os estoques dificilmente chegarão a esses níveis extremos. O mais provável é que os preços do petróleo e dos derivados disparem para conter a demanda, provocando “uma grave contração econômica.”
“Isso provavelmente acontecerá antes do terceiro trimestre de 2026”, disseram os analistas da Rapidan sobre Ormuz.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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