CNBC

CNBCNike lucra em 2026 e melhora margens no quarto trimestre mesmo com resistência na China

Petróleo

Petróleo cai, mas alívio nos combustíveis não é imediato, diz presidente do IBP Roberto Ardenghy

Publicado 30/06/2026 • 20:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Roberto Ardenghy afirmou que o petróleo voltou a patamares anteriores à escalada no Oriente Médio, mas o mercado ainda opera com incerteza.
  • Presidente do IBP disse que os preços dos combustíveis costumam subir rapidamente e cair de forma mais lenta, com impacto defasado na inflação.
  • Ardenghy afirmou que o Brasil está bem posicionado no mercado global, mas precisa ampliar descobertas para garantir segurança energética no longo prazo.

A queda recente do petróleo reduz parte da pressão sobre combustíveis e inflação, mas o alívio não tende a ser imediato para o consumidor, afirmou Roberto Ardenghy, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Ardenghy disse que o mercado ainda trabalha com elevado grau de incerteza sobre o Oriente Médio, apesar da redução das tensões nos últimos dias.

“O preço sobe de foguete e desce de paraquedas”, afirmou. Segundo ele, esse comportamento é comum em commodities e reflete a cautela dos agentes diante da dificuldade de prever a tendência dos preços.

O petróleo voltou a perder força e retornou à faixa de US$ 73 por barril, em patamar próximo ao observado antes da escalada recente do conflito. Ainda assim, Ardenghy afirmou que a região segue instável.

“O mercado ainda está muito nervoso, muito de sobreaviso sobre o que realmente vai acontecer nas próximas semanas”, disse.

Segundo o presidente do IBP, o preço pode continuar nesse patamar caso não haja nova escalada ou uma pacificação mais ampla. Uma piora do conflito poderia recolocar pressão altista sobre a commodity, enquanto uma melhora mais consistente abriria espaço para queda adicional.

Leia também: Petróleo fecha em baixa no trimestre mais fraco desde 2020

Estoques e China ajudaram a conter alta

Ardenghy afirmou que a volatilidade perdeu força por uma combinação de fatores, incluindo o uso de estoques estratégicos e decisões cautelosas de grandes consumidores, como a China.

Segundo ele, a utilização desses estoques ajudou a evitar uma alta mais forte do barril, que poderia ter avançado mais diante do risco de restrição de oferta.

O executivo também citou a redução de compras de gás natural pela China e o avanço de fontes renováveis como fatores que ajudam a acomodar o mercado em momentos de alta do petróleo.

“A transição energética é um fenômeno econômico”, afirmou. “Quando você começa a subir muito o preço de uma commodity como o petróleo, você gera oportunidades para a entrada de outros energéticos que não tinham competição com o petróleo.”

Ardenghy mencionou solar, eólica e nuclear como alternativas que ganham espaço quando o petróleo fica mais caro.

Investimento olha longo prazo

Apesar da oscilação recente dos preços, Ardenghy disse que as empresas de petróleo não tomam decisões de investimento com base em movimentos de curto prazo.

Segundo ele, o setor opera com horizonte longo. Uma reserva descoberta hoje no Brasil, afirmou, levaria de sete a oito anos para produzir a primeira gota de petróleo.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

“É um setor de muito longo prazo”, disse. “Nenhuma empresa de grande porte pensa em curto prazo. Ela vê as tendências de longo prazo.”

Na avaliação do presidente do IBP, as projeções das principais consultorias indicam permanência relevante do consumo de petróleo ao menos até 2050. Por isso, afirmou, os investimentos são orientados por curvas de demanda de 20, 30 ou 40 anos, e não por choques pontuais.

“O mundo ainda vai continuar demandando muito petróleo e gás por muitas décadas”, disse.

Brasil ganha espaço

Ardenghy afirmou que o Brasil está bem posicionado no mercado global de petróleo, especialmente pela qualidade do produto nacional e pelo aumento das exportações.

Segundo ele, o país exporta cerca de 2 milhões de barris de petróleo por dia. Nos últimos dois anos, afirmou, o petróleo se tornou o principal produto da pauta exportadora brasileira, à frente do minério de ferro e do complexo soja.

“O petróleo brasileiro é de excelente qualidade”, disse.

Para o presidente do IBP, momentos de restrição de oferta, como o observado com as tensões no Estreito de Ormuz, podem abrir oportunidades para o petróleo brasileiro.

“Quando há uma restrição de oferta, surge uma oportunidade também para o nosso petróleo”, afirmou.

Ardenghy também destacou o aumento do fator de utilização das refinarias da Petrobras, conhecido no setor como FUT. Quanto maior esse indicador, maior a produção de derivados.

Ele lembrou que um barril de petróleo dá origem a uma ampla cadeia de produtos, incluindo diesel, gasolina, GLP, nafta petroquímica, asfalto e coque, além de insumos para a indústria petroquímica.

Leia também: Em meio à queda do petróleo, governo retira subsídio ao diesel e avalia mudanças na gasolina

Segurança energética

Na avaliação de Ardenghy, a discussão mais importante para o Brasil está no futuro da produção. O país precisa continuar descobrindo novas reservas para ampliar a produção e garantir segurança energética nas próximas décadas.

“A discussão que a gente tem é para o futuro: onde vamos continuar descobrindo petróleo no Brasil para não só aumentar a nossa produção, mas talvez garantir a nossa segurança energética nas próximas décadas”, afirmou.

Segundo o presidente do IBP, a posição atual é favorável, mas depende de continuidade em exploração, investimento e planejamento de longo prazo.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Petróleo