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Petróleo recua após sinal de acordo entre EUA e Irã e corte de ajuda a Israel

Publicado 03/11/2026 • 18:03 | Atualizado há 45 minutos

KEY POINTS

  • Brent caiu 1,11%, para US$ 103,60, enquanto WTI recuou 0,38%, para US$ 96,09, nesta terça-feira (3).
  • Notícia sobre minuta de entendimento entre Washington e Teerã reverteu alta provocada por ataques no Estreito de Ormuz.
  • Trump anunciou corte de US$ 4 bilhões em ajuda a Israel, enquanto analistas alertaram para riscos de nova escalada.

O petróleo encerrou esta terça-feira (3) em baixa, depois que sinais de avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã se sobrepuseram, no mercado, às preocupações com novos bombardeios no Oriente Médio. A decisão anunciada por Donald Trump de interromper uma ajuda americana a Israel também entrou no radar dos investidores.

O Brent para janeiro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, caiu 1,11%, ou US$ 1,17 (R$ 6,44), e terminou a US$ 103,60 (R$ 569,80) por barril. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o WTI para dezembro perdeu 0,38%, equivalente a US$ 0,37 (R$ 2,04), e fechou a US$ 96,09 (R$ 528,50).

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As cotações chegaram a subir no início da sessão, diante da avaliação dos ataques americanos a alvos iranianos no Estreito de Ormuz. O movimento perdeu força pela manhã, quando o Al-Araby Al-Jadeed noticiou que Washington havia aprovado uma minuta de memorando de entendimento com Teerã.

Diplomacia reduz pressão sobre preços

O presidente Donald Trump afirmou ainda que deixará de fornecer, no fim do ano, US$ 4 bilhões (R$ 22 bilhões) em ajuda a Israel. Segundo ele, o país já não precisa do apoio e dispõe de condições para adquirir armamentos por conta própria.

Apesar dos sinais vindos de Washington, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, descreveu a posição de Teerã diante de qualquer negociação como de “máxima cautela e total pessimismo”.

Na avaliação da XS.com, os investidores parecem ter “minimizado a importância” dos bombardeios dos Estados Unidos em território iraniano, uma vez que os ataques não indicaram uma escalada adicional em um mercado que já incorpora riscos elevados de contágio regional.

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A consultoria ponderou, porém, que os fundamentos disponíveis ainda não sustentam tamanho otimismo em relação às conversas diplomáticas. Essa percepção pode limitar a continuidade da trajetória de queda do petróleo.

O ING também avaliou que é “cedo demais” para descartar uma nova intensificação do conflito. Ao mesmo tempo, o banco observou que avanços mais concretos nas negociações tenderiam a ampliar a pressão de baixa sobre as cotações.

Eleições americanas no radar

Nos Estados Unidos, o mercado também acompanhou o encerramento da votação das eleições de meio de mandato nesta terça-feira (3), diante da incerteza sobre o controle do Congresso.

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Para o Swissquote, o principal efeito do pleito sobre o petróleo dependerá da capacidade de as forças políticas se alinharem para favorecer uma normalização das condições de oferta — ou de o resultado afastar essa possibilidade.

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