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Petróleo cai com alívio das tensões entre EUA e Irã; Brent volta a negociar abaixo de US$ 90
Publicado 27/07/2026 • 16:26 | Atualizado há 46 minutos
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Publicado 27/07/2026 • 16:26 | Atualizado há 46 minutos
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Pixabay
Os preços internacionais do petróleo encerraram a sessão desta segunda-feira (27) em forte queda, à medida que diminuiu a preocupação do mercado com uma possível interrupção na oferta global da commodity. O movimento ocorreu após os Estados Unidos suspenderem temporariamente os ataques ao Irã e indicarem uma retomada das negociações diplomáticas.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do WTI para setembro caiu 7,50%, ou US$ 6,70 (R$ 34,30), e fechou cotado a US$ 82,61 (R$ 422,96) por barril. Já o Brent para outubro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, recuou 6,33%, ou US$ 5,81 (R$ 29,75), encerrando o dia a US$ 85,87 (R$ 439,65) por barril – abaixo da marca de US$ 90 (R$ 460,80).
A mudança de humor do mercado ocorreu às vésperas de o conflito completar cinco meses. Após quase duas semanas de bombardeios intensificados, Washington interrompeu as ofensivas aéreas contra Teerã. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que o governo iraniano pediu uma reunião por meio de intermediários e disse acreditar que ainda existe espaço para um entendimento entre os dois países.
Apesar do alívio momentâneo, o cenário na região segue instável. A Arábia Saudita condenou, também nesta segunda-feira, uma tentativa de ataque com drones contra instalações petrolíferas do país, ação atribuída a milícias iraquianas apoiadas pelo Irã.
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Siga o Times | CNBCPara a consultoria Ritterbusch & Associates, a forte queda das cotações tem características de um movimento corretivo, impulsionado principalmente pela realização de lucros por investidores que apostavam na alta do petróleo. A empresa ressalta, contudo, que a tensão geopolítica permanece elevada e que novas escaladas ainda não podem ser descartadas.
Na avaliação do Bank of America, a volatilidade dos preços do petróleo pode acabar pressionando a inflação caso outros preços acompanhem a alta da commodity, mas não recuem na mesma intensidade posteriormente. Segundo os analistas, embora o petróleo não precise ser o principal fator para definir a política monetária, efeitos indiretos persistentes podem manter as pressões inflacionárias.
Enquanto acompanha os desdobramentos no Oriente Médio, o mercado também aguarda a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed). De acordo com a ferramenta de monitoramento do CME Group, a expectativa predominante é de manutenção dos juros nesta semana, seguida por um novo aumento na reunião de setembro.
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