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Petróleo dispara 5% com incerteza sobre acordo para reabrir Ormuz
Publicado 10/08/2026 • 17:01 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 10/08/2026 • 17:01 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Os preços do petróleo dispararam cerca de 5% nesta segunda-feira (10), com o WTI novamente acima da marca de US$ 80 (R$ 409,60) por barril, em meio às dificuldades para Estados Unidos e Irã avançarem nas negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para setembro subiu 5,05% (US$ 3,95), para US$ 82,13 (R$ 420,51) por barril. Na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o Brent para outubro avançou 4,99% (US$ 4,17), cotado a US$ 87,72 (R$ 449,13) por barril.
O impasse ganhou novos contornos após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar nesta segunda-feira (10) que pretende cobrar do Irã compensações pelo que classificou como “mortos e feridos” provocados por Teerã no Oriente Médio. A declaração veio depois de o governo iraniano exigir indenização pelos danos causados por ataques americanos e israelenses como condição para avançar nas conversas de paz.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que a reabertura do Estreito de Ormuz está condicionada ao cumprimento, pelos Estados Unidos, das exigências apresentadas por Teerã no fim de semana.
Apesar da escalada retórica, Trump estaria priorizando o aumento da pressão econômica sobre o Irã, em vez da abertura de uma nova ofensiva militar, segundo a Axios. O presidente americano também considera declarar vitória sobre Teerã caso Ormuz seja reaberto, mesmo sem a conclusão de um acordo nuclear, de acordo com o The Wall Street Journal.
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Siga o Times | CNBCA possibilidade de continuidade do bloqueio sustenta a preocupação com a oferta de petróleo no curto prazo. Ainda assim, o mercado não demonstra convicção de que a interrupção da passagem pelo estreito será prolongada.
Para Phil Flynn, analista do Price Futures Group, o governo iraniano procura transmitir a percepção de que mantém o controle sobre o conflito, mas o comportamento dos contratos futuros indica que os investidores ainda não esperam uma crise duradoura em Ormuz.
“A parte longa da curva de futuros continua sendo negociada com um forte desconto em relação à parte curta”, afirmou.
Enquanto as negociações permanecem travadas, novos focos de tensão se espalham pelo Oriente Médio. Os houthis do Iêmen retomaram no fim de semana os ataques contra a cidade portuária de Mocha, no Mar Vermelho, e também avançaram contra instalações petrolíferas da Arábia Saudita.
Em outra frente, Israel estabeleceu uma zona militar fechada na Cisjordânia com o objetivo de impedir o avanço de colonos na região.
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