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CNBCDow Jones cai mais de 570 pontos com a disparada do petróleo e Trump ameaçando outro ataque ao Irã

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Petróleo dispara e fecha no maior nível em três semanas com nova tensão no Estreito de Ormuz

Publicado 08/07/2026 • 17:01 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Petróleo fecha no maior nível em três semanas após escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã elevar riscos para a oferta global.
  • Ameaça de bloqueio do Estreito de Ormuz impulsiona preços da commodity diante do temor de interrupções no transporte marítimo.
  • Mercado segue atento à volatilidade enquanto analistas avaliam impactos do conflito e da inflação sobre os preços da energia.
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Os preços do petróleo registraram forte alta nesta quarta-feira (8), impulsionados pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e pelo temor de que um bloqueio no Estreito de Ormuz comprometa o abastecimento global da commodity. Apesar de perder parte dos ganhos no fim do pregão, os contratos fecharam no maior nível em cerca de três semanas.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do petróleo WTI para agosto avançou 4,37%, encerrando cotado a US$ 73,52 por barril. Já o Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, subiu 5,20%, para US$ 78,02 por barril. Ambos atingiram o maior patamar desde 22 de junho.

O movimento foi impulsionado pelas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o acordo provisório de cessar-fogo com o Irã chegou ao fim. Durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o republicano afirmou que novas ações militares contra Teerã permanecem sobre a mesa e reconheceu que uma escalada do conflito tende a pressionar os preços da energia.

Em resposta, autoridades iranianas anunciaram a intenção de bloquear o Estreito de Ormuz e intensificar ataques contra alvos considerados inimigos. A possibilidade de interrupção da principal rota marítima para o transporte de petróleo elevou a percepção de risco entre os investidores.

Na avaliação do Macquarie, o controle do Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais obstáculos para uma solução duradoura do conflito. Já a consultoria Rystad Energy destacou que o tráfego de petroleiros pela região praticamente foi interrompido, refletindo o aumento da preocupação do mercado com a segurança da rota.

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A Rystad avalia que os próximos dias serão decisivos para medir a disposição de Estados Unidos e Irã em retomar negociações diplomáticas após o período de luto pela morte do aiatolá Ali Khamenei.

Para a Capital Economics, a retomada das hostilidades deve manter o mercado de petróleo sujeito a forte volatilidade nos próximos meses. A consultoria pondera, no entanto, que, caso as tensões diminuam e o fluxo de exportações seja normalizado, os preços do Brent poderão se estabilizar próximos aos níveis atuais até o fim de 2026.

No cenário americano, dados divulgados nesta quarta-feira mostraram alta de quase 3 milhões de barris nos estoques de petróleo dos Estados Unidos na semana encerrada em 4 de julho, contrariando a expectativa do mercado, que projetava uma redução de 1,4 milhão de barris.

A ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed) também chamou atenção dos investidores ao indicar que a inflação segue pressionada, em parte, pelos custos mais elevados da energia.

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