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Petróleo fecha sem direção única diante de incertezas sobre oferta e rotas no Oriente Médio

Publicado 03/09/2026 • 16:57 | Atualizado há 56 minutos

KEY POINTS

  • Petróleo fecha sem direção única em meio à tensão no Oriente Médio e riscos no Estreito de Ormuz.
  • WTI sobe 0,32%, a US$ 91,30, enquanto Brent recua 0,12%, a US$ 95,52.
  • Síria surge como possível rota alternativa a Ormuz em meio à escalada do conflito.
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Os preços do petróleo encerraram a sessão desta quinta-feira (3) sem direção única, após uma jornada marcada pela volatilidade. Entre os fatores citados estão relatos de que a Síria poderia servir como rota alternativa ao Estreito de Ormuz, informações sobre divergências entre Irã e Omã envolvendo a navegação na região e a continuidade dos ataques no Golfo Pérsico.

O WTI para outubro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), avançou 0,32%, ou US$ 0,29, e terminou o dia a US$ 91,30 por barril. Já o Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 0,12%, equivalente a US$ 0,11, para US$ 95,52 por barril.

Uma reportagem do The Washington Post afirmou que a Síria, sob o comando do novo presidente Ahmed al-Sharaa, estaria se apresentando como um corredor terrestre relativamente estável para o transporte de energia e mercadorias. Segundo o relato, a rota também poderia funcionar como alternativa ao Estreito de Ormuz.

Donald Trump, descrito como aliado de al-Sharaa, classificou a informação como “ótima notícia”. Na mesma manifestação, Trump afirmou que os Estados Unidos possuem quantidades ilimitadas de munição, superiores ao necessário para a operação militar no Irã ou para qualquer outra guerra.

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O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou nesta quinta-feira que o governo americano não dialogará com o Irã enquanto o país não interromper os ataques contra embarcações no Estreito de Ormuz.

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Segundo as informações fornecidas, o Irã voltou a atacar bases americanas em países vizinhos. Nesta quinta-feira, foram registrados bombardeios com mísseis e drones contra instalações dos Estados Unidos nos Emirados Árabes Unidos e no Kuwait.

O Goldman Sachs avaliou que os mercados de transporte passaram a precificar a manutenção, por mais tempo, de um cenário de “sem acordo no Oriente Médio”. O banco, porém, apontou fatores que podem limitar a alta dos preços do petróleo, entre eles a maior adaptabilidade do mercado ao conflito, o aumento da frota fantasma e a sensibilidade aos preços das importações de petróleo da China.

Segundo a avaliação citada, esses fatores provavelmente continuarão a moderar a alta dos preços da commodity.

O ministro do Petróleo iraniano, Mohsen Paknejad, afirmou nesta quinta-feira que uma parcela significativa dos danos provocados às instalações de energia do país já foi reparada. Segundo ele, a recuperação da capacidade de produção de petróleo do Irã está avançando rapidamente.

Segundo o The New York Post, Omã recusou uma proposta do Irã para que os dois países cobrassem conjuntamente taxas de serviço de navios comerciais que atravessassem o Estreito de Ormuz. O episódio teria ocorrido em meio a ameaças de Washington contra Irã e Omã.

O relato contradiz uma declaração feita na semana anterior pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC).

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