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Petróleo

Preços do petróleo disparam mais de 4% após troca de ataques entre Irã e Israel

Publicado 08/06/2026 • 06:18 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Irã e Israel voltaram a trocar ataques pela primeira vez desde que o cessar-fogo no Oriente Médio entrou em vigor em abril.
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi informado sobre a retomada dos confrontos entre Irã e Israel.
  • Enquanto isso, a OPEP+ concordou em aumentar suas metas de produção em 188 mil barris por dia a partir de julho.
Usina de petróleo

Foto: Reuters

Usina de petróleo

Os preços do petróleo subiram nesta segunda-feira (8) em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, após Irã e Israel trocarem ataques, o que elevou as preocupações sobre a fragilidade do cessar-fogo e a possibilidade de um conflito mais prolongado.

Os contratos futuros do petróleo Brent para julho, referência internacional, avançaram 4,35%, para US$ 97,14 por barril, reduzindo ligeiramente os ganhos observados mais cedo.

Já os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, para agosto, saltaram 4,25%, para US$ 94,39 por barril.

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A Força Aérea de Israel atingiu alvos militares no oeste e no centro do Irã nesta segunda-feira, no horário local, informou as Forças de Defesa de Israel (IDF) em uma publicação na rede social X.

O presidente Donald Trump foi informado após Israel ser atingido por um míssil iraniano pela primeira vez desde o início do cessar-fogo, confirmou a Casa Branca à MS NOW. Os ataques com mísseis “certamente não vão ajudar nas negociações”, disse Trump à Fox News no domingo.

“Um acordo com o presidente Trump não é mais viável neste momento”, afirmou à MS NOW uma autoridade iraniana envolvida nas negociações entre Teerã e Washington.

Leia também: Netanyahu desafia Trump e bombardeia Beirute em violação ao cessar-fogo

Em uma publicação no X, Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, afirmou que o “bloqueio naval dos Estados Unidos e a violação dos acordos relacionados ao Líbano” representariam violações do cessar-fogo.

Segundo ele, as bases, instalações e ativos dos Estados Unidos e de seus aliados na região passaram a ser “alvos legítimos” devido ao atual bloqueio norte-americano e às ações militares no Líbano.

Enquanto isso, a OPEP+ concordou em elevar suas metas de produção em 188 mil barris por dia a partir de julho, segundo comunicado da organização. Esta é a quarta aprovação de aumento das cotas de produção de petróleo desde o fechamento do Estreito de Ormuz.

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O acréscimo é semelhante ao de junho, que já havia sido reduzido em relação aos aumentos mensais de 206 mil barris por dia aprovados para abril e maio, após a saída dos Emirados Árabes Unidos da organização.

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