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Fluxus, dos irmãos Batista, compra fatia da Petrororaima para se consolidar no mercado venezuelano
Publicado 23/07/2026 • 09:40 | Atualizado há 2 meses
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O capitalismo de Estado de Trump chega ao setor petrolífero com acordo sem precedentes com a Venezuela
Publicado 23/07/2026 • 09:40 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: PDVSA
A Fluxus Óleo e Gás, que pertence à holding J&F, adquiriu a A&B Oil & Gas para se consolidar no mercado de petróleo na Venezuela.
A A&B detinha 49% da Petroleira Roraima, uma joint venture entre a companhia e a Corporación Venezolana del Petróleo (CVP), subsidiária da estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA), que era proprietária dos outros 51%. Os valores da negociação não foram divulgados. A reportagem do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC procurou a Fluxus, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.
A Venezuela é um destino comercial prioritário para a Fluxus desde a prisão do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro. Os Estados Unidos desejam atrair empresas estrangeiras para recuperar a infraestrutura de produção de petróleo do país, fornecendo licenças do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (OFAC) para petroleiras estrangeiras. Os irmãos Batista querem aproveitar a aproximação com o governo de Donald Trump e ocupar esse mercado.
Leia também: J&F articula entrada no setor de petróleo na Venezuela meses após a queda de Maduro
A Fluxus explora três campos na bacia de Tarija-Chaco, na Bolívia, com capacidade de produção de cerca de 100 mil metros cúbicos de gás natural por dia e potencial para mais de 1 milhão.
A companhia também possui duas estações de tratamento e transporte da produção de gás para o mercado interno da Bolívia, do Brasil e da Argentina.
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Siga o Times | CNBCUm dos principais ativos da Petrororaima está na Faixa do Orinoco, uma das províncias petrolíferas com maior densidade de recursos do planeta. As reservas certificadas nessa região são comparáveis em escala às reservas comprovadas totais da Arábia Saudita; contudo, a produção sustentada da faixa permanece uma fração de sua capacidade produtiva teórica há décadas.
Apesar da mudança de governo e da gestão da PDVSA, o mercado ainda entende que o cenário de indefinição no país prejudica os investimentos privados no setor. A dúvida se dá pelo fato de o mercado enxergar o governo como interino e pela falta de perspectiva de uma nova eleição no país sul-americano.
“As empresas ainda demonstram muita cautela em relação a ampliar a injeção de capital no país, exatamente por conta da imprevisibilidade política que existe ali dentro. A gente hoje tem, teoricamente, um governo de transição que resultaria na possível entrada de novas vertentes políticas no país, mas, ao mesmo tempo, há uma incerteza grande em relação a como serão conduzidas as novas eleições”, afirmou o analista de inteligência de mercado da StoneX, Bruno Cordeiro.
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