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Petróleo Brent sobe mais de 6% e encosta novamente nos US$ 100 com a escalada de tensões no Oriente Médio
Publicado 23/07/2026 • 09:58 | Atualizado há 29 minutos
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Publicado 23/07/2026 • 09:58 | Atualizado há 29 minutos
KEY POINTS
O petróleo Brent avança 6,1% nesta quinta-feira (23), para US$ 99,96 o barril, no maior patamar desde o fim de maio. O WTI, referência americana, subiu cerca de 5,4%, para US$ 91,42 o barril, também no nível mais alto desde 8 de junho.
A alta segue ataques a petroleiros na costa da Arábia Saudita e novas ameaças dos Estados Unidos de intensificar ataques contra o Irã. Com o movimento desta quinta, o Brent caminha para uma valorização mensal de 35,3%, o terceiro maior salto em um mês na última década. O WTI também registra sua terceira maior alta mensal em dez anos, com avanço de cerca de 30% no período.
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O Serviço de Operações Comerciais Marítimas do Reino Unido informou nesta quinta que um navio de petróleo foi atingido a cerca de 70 milhas náuticas a sudoeste de Al Shuqaiq. O ataque provocou incêndio a bordo, controlado pela tripulação, sem vítimas registradas.
Os houthis do Iêmen assumiram a autoria, afirmando ter atacado dois petroleiros sauditas com drones e mísseis por suposta violação de bloqueio marítimo imposto pelo grupo. A CNBC não conseguiu verificar de forma independente a informação. Se confirmado, o episódio seria o primeiro desde que o grupo apoiado pelo Irã anunciou um bloqueio naval contra a Arábia Saudita.
O ataque ocorreu horas depois de Donald Trump afirmar que os Estados Unidos vão destruir uma ponte ou usina de energia iraniana a cada ataque a navios no Estreito de Ormuz, em nova escalada após o colapso do cessar-fogo entre Washington e Teerã.
Segundo Trump, a partir de agora, qualquer disparo do Irã contra embarcações no Estreito de Ormuz, seja por míssil, foguete, drone ou qualquer outro dispositivo, resultará em bombardeio americano a “uma ponte ou usina de energia”.
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Siga o Times | CNBCO Irã respondeu prometendo retaliação contra infraestrutura ligada aos Estados Unidos e instalações de energia na região caso Washington cumpra a ameaça. Uma fonte militar iraniana não identificada disse à agência estatal Tasnim que, se os americanos atingirem ponte ou usina no Irã, o país vai revidar contra infraestrutura e pontes na região, incluindo instalações de energia com interesses americanos.
Em entrevista ao programa Access Middle East, da CNBC, nesta quinta, Joseph Westphal, ex-embaixador dos Estados Unidos na Arábia Saudita, disse ser difícil entender para onde a situação caminha. Segundo ele, não há estratégia clara, e o Congresso americano resiste em liberar mais verba para a guerra sem um plano definido.
Westphal afirmou que Washington gasta soma expressiva de recursos, mas não tem capacidade de sustentar simultaneamente o conflito com o Irã e a proteção da navegação no Mar Vermelho. Ele avalia que a alta de combustíveis e outras commodities decorrente da escalada deve gerar reação da opinião pública americana contra a guerra e a estratégia adotada pelo governo.
Na quarta-feira (22), o secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que o Irã não está sendo sério em relação a um acordo com Washington, mas reafirmou o compromisso dos Estados Unidos com a via diplomática no Oriente Médio.
Em nota, o HSBC afirmou que a alta recente do petróleo reflete a preocupação renovada com o Estreito de Ormuz após a quebra do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, e que o cenário agora depende da capacidade da diplomacia de restabelecer previsibilidade no fluxo de navegação.
Segundo Kim Fustier, analista sênior de óleo e gás do banco, desde o início de julho o cessar-fogo já vinha se desgastando, com ataques iranianos a embarcações no estreito provocando retaliações americanas. Fustier avalia que a questão central segue sem solução, que é definir quem administra a passagem pelo estreito, e que o aumento do tráfego pelo corredor administrado pelos Estados Unidos com Omã tornava esse resultado cada vez menos favorável ao Irã.
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