Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Sem preços competitivos, Brasil ‘contrataria’ crise de desabastecimento de diesel, diz Oddone
Publicado 24/03/2026 • 14:17 | Atualizado há 6 meses
Preços do petróleo caem com força após altas semanais de dois dígitos acima de US$ 100
Trump descarta riscos de extinção da humanidade pela I.A enquanto funcionários da OpenAI e Anthropic pedem desaceleração
iPhone Duo entra no concorrido mercado de dobráveis da China — e enfrenta um teste de preço
Ações da Oracle saltam 7% após balanço superar expectativas e receita de infraestrutura em nuvem mais que dobrar
Dow Jones cai mais de 300 pontos e fecha no vermelho pelo 4º dia seguido
Publicado 24/03/2026 • 14:17 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
Divulgação
Décio Oddone
A escalada da volatilidade no mercado internacional de petróleo, intensificada pela guerra no Oriente Médio, amplia a defasagem dos preços do diesel no Brasil e acendido um alerta para risco de desabastecimento. A avaliação é de Décio Oddone, ex-diretor-geral da ANP, que vê um cenário em que medidas pontuais do governo têm alcance limitado diante da magnitude da crise.
“A gente perdeu por volta de 15 milhões de barris de petróleo por dia, um volume nunca antes enfrentado em nenhuma crise”, afirmou, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta terça-feira (24).
Leia também: Petróleo sobe e Brent supera US$ 100 com ceticismo sobre trégua entre EUA e Irã
Hoje, cerca de 25% do diesel consumido no país é importado. “Se nós não formos capazes de termos preços competitivos para comprar produto fora do Brasil, estaremos contratando uma crise de desabastecimento”, disse.
A forte oscilação entre os preços domésticos e internacionais, que chegou a mostrar o diesel no Brasil até 86% mais barato que no exterior, dificulta a atuação de importadores. “É muito difícil você vencer uma crise dessa magnitude com medidas pontuais”, disse, ressaltando que iniciativas como subsídios ou redução de impostos “ajudam, mas não resolvem”.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCLeia também: Petróleo cai 10% com sinalizações de Trump sobre guerra e Brent fica abaixo dos US$ 100
O ponto central, afirma Oddone, é o alinhamento de preços. “O que resolve é você conseguir repassar no mercado interno os preços que os importadores praticarem na compra do produto no exterior.” Sem isso, acrescenta, não há incentivo econômico para trazer o combustível ao país.
Oddone ainda destacou que, no mercado internacional, prevalece a lógica de preço. “Se tem comprador que paga um preço maior que o Brasil estava pagando naquele momento, é natural que haja esse movimento”, disse, ao comentar relatos de desvio de cargas de diesel para outros mercados.
Para o ex-diretor da ANP, o cenário atual é atípico. “Nessa magnitude, eu não me lembro de ter visto esse nível de defasagem”, afirmou. E alertou que, sem correção, o impacto tende a se materializar rapidamente: “Se os preços forem mantidos distintos dos internacionais por um período longo de tempo, nós vamos caminhar para o desabastecimento.”
Ele acrescenta que o limite para o repasse é a própria escassez. “O produto mais caro é o produto inexistente”, disse. “Em algum momento, vai haver o repasse de preço ou não vão haver importações.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
iPhone 18: qual é o modelo mais caro da Apple?
2
Dono da Amil recusa proposta de Bain e Advent e encerra negociação
3
Nubank estreia nos Estados Unidos com conta, cartão e sem tarifas
4
Master Capixaba: debenturistas da Apex Partners exigem provas sobre lastro das garantias oferecidas
5
Moraes deve se pronunciar na próxima segunda-feira, véspera de sessão do STF sobre caso Vorcaro